O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 11/12/2019
Desde a revolução industrial, os padrões alimentares foram drasticamente modificados, passando a introduzir alimentos ultraprocessados na rotina. Diante disso, temos que os impactos causados por essa mudança causaram uma perda na identidade cultural ao esquecer as comidas regionais, assim como também houve o crescimento de algumas doenças relacionadas a esse consumo.
No Brasil, as redes de “fast food” tiveram início em 1951, trazendo dos Estados Unidos um novo tipo de comida. Desde então, as comidas regionais vêm perdendo lugar na rotina do brasileiro. De acordo com a “Shopper Experience”, 75% da população prefere esse tipo de estabelecimento aos restaurantes tradicionais. Temos, com isso, uma preocupação sobre a perda da identidade cultural por meio da comida, que pode ser perdida ao longo das gerações.
Conforme um estudo realizado pela Universidade de São Paulo, a ingestão dos ultraprocessados eleva os riscos de desenvolver um infarto e um acidente vascular cerebral. Ainda sobre esse estudo, consumir mais de quatro porções deles ao dia aumenta em 62% a possibilidade de morrer por qualquer motivo em comparação à ingestão de duas porções diárias. Portanto, não é apenas o tempo do preparo da comida que é reduzido, mas também o tempo de vida do sujeito que a consome.
Pode-se inferir então que é necessário evitar o consumo dos ultraprocessados. Por isso, é preciso que o Ministério da Economia favoreça os estabelecimentos que trabalhem com comidas regionais por meio da redução de impostos, de forma a facilitar a concorrência com as grandes marcas. Além disso, a Agência Nacional de Saúde deve realizar campanhas nos postos de saúde e nas escolas para informar à população sobre os riscos ligados a esses alimentos. Dessa forma, teremos uma sociedade com cultura e saúde preservadas.