O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 20/01/2020

Durante o Governo Vargas houve o processo gradativo da industrialização brasileira, proporcionando mudanças na dinâmica social e comportamental vigente. Sob essa perspectiva, o padrão alimentar nacional passou a ter forte influência dos ultraprocessados - alimentos ricos em sódio e gordura- os quais são amplamente divulgados nos meios de comunicações de massas. Nesse cenário, o consumo desses produtos acarretam impactos para saúde humana, como risco de obesidade e doenças cardiovasculares, reduzindo a qualidade de vida da população.

Mormente, o documentário norte americano “Que Raio de Saúde” evidencia os impactos dos consumo demasiado de alimentos industrializados para saúde humana, o qual é intensificado pelo excesso de propagandas na mídia, deixando em segundo plano a qualidade de vida. Dessa forma, a realidade brasileira é semelhante a exposta no curta metragem, uma vez que os hábitos alimentares são baseados em produtos ultraprocessados, os quais ocasionam riscos de obesidade, necessitando modificar o padrão alimentar. Consequentemente, as redes de “Fast Food” cresceram de maneira rápida devido à facilidade e rapidez diante a rotina corrida da população nacional que não tem tempo para cuidar de uma refeição saudável.

Ademais, no século XX, a Indústria de Cultura de massa surgiu para homogenizar os padrões de consumo de sociedade vigente, principalmente alimentar , a fim de assegurar o lucro em detrimento a qualidade de vida da população. Desse modo, as doenças cardiovasculares, como hipertensão, apresentaram uma crescente na atual conjuntura brasileira fruto de produtos ricos de sódio e substâncias tóxicas, causando sérios riscos à saúde humana. Logo, a educação alimentar torna-se essencial para evitar a disseminação dos maus hábitos alimentares, assegurando cuidados e vitalidade, conforme a Constituição de 1988.

Dessarte, os impactos dos ultraprocessados na alimentação brasileira são crescentes devido as doenças cardiovasculares e o risco de obesidade. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um Projeto de Lei, o qual seja um plano emergencial baseado em atendimento de nutricionistas em escolas e em postos de saúde, além da criação de um Estatuto que proíba indústrias utilizarem substâncias nocivas aos seres humanos, por meio da formulação de uma equipe de profissionais concursados públicos. Outrossim, diminuir a disseminação de comercias publicitários que incentive o consumo de alimentos gordurosos. Por fim, essas medidas têm a finalidade de garantir maior qualidade de vida conforme assegurado na Constituição de 1988.