O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 31/01/2020

A falsa revolução alimentar

Com a Revolução Industrial que ocorreu no século XVIII e XIX na Europa, o surgimento de máquinas revolucionou a maneira de produção, trazendo melhor aproveitamento do trabalho com maior agilidade. A produção de alimentos ultraprocessados, que consiste em formulações industriais feitas artificialmente, evidencia a necessidade das pessoas de consumirem alimentos práticos, de baixo custo, que podem trazer graves consequências para a saúde.

Dados do IBGE apontam que famílias brasileiras de até dois salários mínimos gastam em média 27,8% da sua renda com alimentação, esses dados explicam o grande crescimento das indústrias de ultraprocessados, preocupadas com o preço acessível e a produção de larga escala. Atualmente, as pessoas buscam facilidades em tudo, e os alimentos como, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, trazem o conforto com o menor tempo de preparo,  alto prazo de validade e baixo custo.

Além disso a decorrente propaganda que relaciona o consumo de fast-food, como parte de uma alimentação saudável, induz cada vez mais a procura por esses alimentos, que possuem alto índice de açúcar e sal, com pouco ou nenhum valor nutritivo. Em virtude disso, as taxas de obesidade, deficiência nutricional, diabetes, continuam aumentando, contribuindo diretamente para a redução da qualidade de vida.

Portanto, o Governo em parceria com Ministério da Educação, em razão de orientar jovens na escola e a população de um modo geral, sobre hábitos realmente saudáveis, para que as pessoas escolham comidas in natura, com propagandas, cartilhas que expliquem os benefícios dos alimentos, atividades escolares que abordem o tema, fazendo restrição das propagandas de comidas processadas, para que as altas taxas de doenças possam ser reduzidas através de uma boa educação alimentar.