O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 15/04/2020
O documentário “Super Size me: a dieta do palhaço”, retrata os mecanismos de persuasão utilizados pelas empresas de alimentos ultraprocessados e seus impactos na saúde do indivíduo. Desse modo, fica clara a influência da mídia no consumo desses produtos, nos quais acarretam no elevado índice de sobrepeso e surgimento de doenças cardiovasculares, o que gera grandes impactos para a saúde da sociedade.
A princípio, a influência da indústria cultural em ditar padrões e manipular a compra de determinados produtos e alimentos contribui para o aumento no consumo de produtos industrializados. Consoante à “Teoria Habitus”, do sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade incorpora estruturas impostas a ela e por fim, a reproduzem. Desse modo, os métodos de persuasão midiáticas, por meio de propagandas musicais, e brindes para as crianças, juntamente com o estilo de vida agitado de século XXI, tornam o consumo desses alimentos processados mais atrativos em detrimento de seus baixos preços, praticidade, alta visibilidade e sabores diversificados.
Ademais, esses alimentos ultraprocessados são os principais responsáveis pelo elevado índice de obesidade populacional e o aparecimento de doenças, principalmente em jovens, devido seus altos níveis de açucares, gorduras e conservantes. Nesse diapasão, esses hábitos alimentares causam o surgimento de problemas de saúde como diabetes, colesterol e pressão alta, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). À vista disso, além de afetar a qualidade de vida da sociedade, pode haver uma sobrecarga no sistema de saúde pública, no qual precisará amparar todos esses doentes.
Em suma, é evidente os desastrosos impactos dos alimentos ultraprocessados para a sociedade. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Agricultura, principais órgãos que regem as competências nesses setores, em iniciativas que buscam mudar os hábitos alimentares populacional, por meio de programas de produção sustentável de alimentos nutritivos e com preços acessíveis, a fim de incentivar seu consumo e garantir um padrão de vida mais saudável para a população, contrário a “dieta do palhaço”.