O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 12/03/2020
A falta de educação alimentar aliado ao estilo de vida corrido faz com que muitos se deixem levar pela propaganda de alimentos ultraprocessados sem observar os malefícios - doenças cardiovasculares e câncer,principalmente- da ingestão excessiva de gorduras e açúcar que pode resultar em morte precoce. Cerca de 1/5 (um quinto) das mores observadas em indivíduos na faixa de 39 a 49 anos, segundo estudos, deve-se a má alimentação.
O problema torna-se mais grave se imaginarmos que enquanto muitos têm a opção de educar-se e optar por uma alimentação com menos carne vermelha e mais peixe, e também frutas , verduras e nozes, muitos convivem com a fome e nestes casos a desnutrição é que mata.Em todos os níveis da população, o esclarecimento é eficaz ou pode ser, na medida em que dificilmente as pessoas deixam de ter acesso a uma midia de informação.
A educação alimentara partir da escola pode fazer com que as famílias se reorientem quanto à alimentação de qualidade e não de rapidez para o consumo. Discutir o cardápio pode significar inclusive economia dado o custo comprovadamente reduzido de incluir verduras e frutas, mas isso requer hábito para que cada um inclua na sua própria alimentação.
Em adição a isso, o combate qualificado à fome e a miséria pode ir além do repasse de recursos para uma orientação quanto ao consumo exagerado de gorduras e açúcares que não estão somente nos alimentos industrializados mas resultam de falta de informação no processamento caseiro dos alimentos.
Os órgãos da vigilância sanitária em todos os níveis de governo poderiam obrigar a inclusão no rótulo de todos os alimentos alertas contra o consumo exagerado de sal , gorduras e açúcar. No geral, as pessoas diante da informação precisam rever hábitos e cuidar mais da própria saúde.