O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 27/03/2020
No século XVIII, através da Revolução Industrial, surgiram os primeiros alimentos que não mais chegariam à população no seu modo natural. Esses alimentos, ditos processados, são úteis para nós por manterem-se conservados por mais tempo. Entretanto, surgiram os ultraprocessados, que possuem alto teor calórico, baixo valor nutricional e são largamente consumidos no Brasil. Diante disso, deve-se encontrar medidas que reduzam seu consumo em favorecimento de uma alimentação saudável.
A princípio, deve-se notar que, pelas características nutricionais, esses alimentos são altamente prejudiciais. Por conseguinte, o consumo recorrente de alimentos como biscoitos, enlatados, fast foods,etc. colaboram muito para o aparecimento problemas como obesidade, hipertensão, diabetes e até câncer, por conta da série de aditivos e processos químicos que eles recebem como, por exemplo, a hidrogenação de gorduras insaturadas.
Vale ainda analisar as causas desses alimentos serem largamente consumidos, já que eles são tão danosos à saúde. Nesse ponto, é preponderante o fator econômico. Tais produtos, por serem produzidos em escala industrial, possuem um preço muito menor e são facilmente encontrados nos mercados, sendo um alternativa buscada por aqueles que não dispõem de tanto poder aquisitivo, ou seja, a maioria da população brasileira.
Dado o exposto, é necessário que medidas sejam tomadas a fim de atenuar os problemas advindos do consumo excessivo dos ultraprocessados. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Agricultura dar incentivos financeiros através de empréstimos e isenção de taxas à produção de alimentos ricos nutricionalmente, a fim de que seus preços compitam com o dos industrializados. Com isso, as pessoas poderão adquirir alimentos saudáveis a preços baixos e, a longo prazo, terão uma melhora significativa na saúde gerada por essa mudança nos hábitos alimentares.