O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 14/04/2020
Segundo a Constituição brasileira de 1988, todo cidadão tem direito à saúde. Entretanto, considerando os fatos que influenciam para uma vida saudável, -como a alimentação- na prática, essa premissa não é aplicada, uma vez que, os alimentos ultra processados estão cada vez mais presente na dieta da população. Esses não só degradam a saúde do indivíduo, como também influenciam no surgimento de doenças.
É importante ressaltar, em primeiro lugar, o quão prejudicial podem ser os alimentos processados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a presença de uma base alimentícia pouco nutritiva é a principal causa das doenças crônicas não transmissíveis. Nesse sentido, consumir diariamente o grupo dos super processados, ricos em açúcares e gorduras, proporciona apenas malefícios para o consumidor.
Além disso, em consequência da ingestão constante desse tipo de alimento com baixo valor nutricional, existe uma possibilidade maior do desenvolvimento de enfermidades. Conforme um estudo da Universidade de São Paulo (USP), apenas 10% de ultra processados na dieta, já é suficiente para aumentar em 12% o risco de doenças cardiovasculares. Com isso, evitar ao máximo esse gênero alimentício é salutar para a manutenção de uma vida saudável.
Depreende-se portanto, a necessidade de medidas para a resolução dos impasses. Para isso, o Ministério da educação deve realizar campanhas informacionais, por meio dos canais midiáticos, com orientações relevantes sobre a importância de evitar os alimentos super processados, a fim de que a população adote as indicações do governo. Assim, ao passo que essas ações forem praticadas, os impactos negativos do consumo desses alimentos serão reduzidos e o direito à saúde assegurado pela Constituição colocado em prática.