O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 09/05/2020

No filme “A Fantástica Fábrica de Chocolates” o jovem Augustus demonstra compulsividade em alimentar-se de comidas ultraprocessados. Destarte, a realidade dos brasileiros não é distinta do longa, afinal, é um hábito comum haver  nas refeições dos mesmos alimentos industrializados, que acarretam impactos à saúde. Assim, é necessário compreender quais os compostos químicos presentes nos industrializados e as respectivas doenças geradas pelo consumo exacerbado dos mesmos.

Por certo, alimentos industrializados contém elementos não nutritivos e com excesso de sódio, açúcares, conservantes, gordura e dentre outros, não sendo inclusos substâncias essenciais como fibras, vitaminas, sais minerais e etc. Desse modo, a Revista Pesquisa Fapesp divulgou que os grupos que consomem esse tipo de alimento ingerem 6% mais gorduras e 10% menos proteínas, demonstrando que os produtos causam desequilíbrio na obtenção de nutrientes. Ademais, é importante destacar que o principal motivo dos brasileiros consumirem alimentos industrializados são seus preços, pois, por serem quimicamente produzidos demandam baixos custos, assim são mais baratos que os in natura. Em suma, esse consumo gera desnutrição, porquanto têm componentes artificiais.

Outrossim, os hábitos alimentares baseados em ultraprocessados acarretam problemas de saúde graves, como câncer, obesidade, diabetes, colesterol alto, e doenças cardíacas. Dessarte, o site ACT  expôs que consumir produtos artificiais aumenta em 12% o risco de câncer. Por conseguinte, as pessoas continuam nesses hábitos em razão de não possuírem a compreensão dos riscos que os maus costumes ocasionam à saúde. Logo, continuam  consumindo-os e trazendo prejuízos ao bem estar próprio.

Portanto, cabe à Câmara Federal (cuja função é legislar para benefício da Nação) promover o aumento dos preços dos alimentos ultraprocessados, por meio de uma lei que eleve as taxas de impostos dos processados e diminua dos saudáveis, valorizando produtos naturais. Isso deve ocorrer a fim de que a população tenha condições financeiras de não precisar optar pelo prejudicial à saúde. Além disso, é necessário que a Mídia realize campanhas publicitárias que exponham dados estatísticos em relação ao risco de doenças que os maus hábitos alimentares podem gerar, informando a sociedade. Somente assim, o Brasil não seguirá o exemplo de Augustus.