O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 20/04/2020
O desenvolvimento da cultura do “Fastfood” como a rede Mcdonald’s nos Estados Unidos, revolucionou a alimentação mundial. Por outro lado, essa indústria trouxe alimentos ultraprocessados como: refrigerantes, hambúrgueres e batatas fritas para a dieta do brasileiro, impactando negativamente à saúde dos cidadãos.Esse contexto, tem origem na permissividade governamental e na acessibilidade monetária, o que facilita a absorção desse padrão alimentar na população.Assim,medidas são necessárias para a alteração desse quadro deletério.
A priori, é válido ressaltar que a política brasileira permite a distribuição desses produtos no âmbito nacional.Nessa perspectiva, é notório sua fácil exposição em escolas, mercados e shoppings, onde são comercializados sem restrições, e colaboram para o aumento da obesidade na sociedade. Isso ocorre, devido a ausência de políticas públicas que proíbam a proliferação de alimentos industrializado no Brasil hodierno. Logo, é fulcral uma análise criteriosa do poder público sobre os alimentos permitidos na população brasileira.
Outrossim, os baixos preços de alimentos processados viabilizam o alto número de vendas desses produtos.Partindo desse pressuposto, tal postura reflete a lógica capitalista criticada por Karl Marx, que prioriza o lucro acima do bem-estar da sociedade, ameaçando os princípios constitucionais que garantam o estado de equilíbrio da sociedade contemporânea. Nesse sentido,grande parte das indústrias alimentícias não se preocupam com a qualidade dos alimentos que oferecem e sim com a viabilidade de preços , potencializando seus lucros. Portanto, é imprescindível a dissolução dessa conjuntura nociva.
Diante dos fatos supracitados, são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática apresentada. Para tanto, o governo federal como instância máxima do Poder Executivo e o Ministério da Saúde ,devem proibir a circulação de produtos ultraprocessados no Brasil, por meio de uma lei federal que determine um limite desses produtos a serem comercializados pelas empresas, e as que descumprissem,pagariam uma multa de 3% sobre seu faturamento. Alem disso, campanhas e palestras devem ser realizadas em instituições de ensino básico e superior para a conscientização do corpo discente sobre os malefícios de alimentos industrializados, apesar dos baixos preços.Feito isso, será possível diminuir os impactos desse padrão alimentar na saúde da população brasileira