O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 24/04/2020

A África  é o continente com muitos problemas sociais, entre eles a fome, que levam milhares de pessoas à morte todos os anos. Em contraste com o cenário africano, países ricos, onde há abundância de alimentos, são impactados pelo consumo de alimentos processados. Nessa conjuntura, o Brasil é afetado por esse padrão consumista não só por doenças, mas também pela alienação do padrão alimentar.

É importante destacar, primeiramente, o surgimento de doenças como a obesidade na população brasileira. Isso é decorrente do demasiado consumo de alimentos processados como os famosos “fast foods”, entre os quais se destacam sanduíches  e hambúrgueres ricos em sódio, como também, bebidas ricas em açúcar como  refrigerantes e “milk shakes”. Além disso, o sedentarismo e a falta de atividades físicas potencializam o quadro de obesidade mórbida, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. E, como consequência final, o risco de doenças cardiovasculares torna-se uma realidade na vida dos adeptos aos lanches rápidos. Assim, é inegável a ocorrência e riscos de doenças decorrentes desse tipo de nutrição à saúde humana.

Em segundo plano, a preferência por alimentos processados, conservados ou defumados, em detrimento de alimentos naturais e frescos, é resultado de uma alienação global provocada industria dos ultra processados. Uma vez que os lanches rápidos permitem um “break” curto e rápido na rotina das pessoas que possuem longas jornadas de trabalho. E nesse ínterim, as grandes empresas do ramo, que são produtoras e fornecedoras desses alimentos, fazem uso de propagandas e mídias sociais que influenciam muitas pessoas, sobretudo os jovens, a consumirem seus produtos, os quais são em sua maioria com alto teor de sal ou de açúcares. Outrossim, essa modelagem de hábitos e comportamentos pode ser relacionada ao pensamento do filosofo alemão Immanuel Kant, o qual diz que a menoridade do homem impede de pensar e agir por sua própria razão, de modo que este torna-se alienado no mundo.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar o impacto dos processados no padrão alimentar brasileiro. Desse modo, as escolas devem ensinar e instruir as crianças sobre alimentação adequada e sadia com o objetivo de formar uma geração de cidadãos autônomos e críticos. Isso será feito por meio de campanhas e reuniões semestrais com a participação de nutricionistas e médicos. Além disso, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas publicitarias na televisão, e por meio de midias sociais, com objetivo de informar e orientar a sociedade sobre a importância de uma boa alimentação e as consequências  de uma nutrição desequilibrada.