O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 28/05/2020

No ano de 1795, os alimentos enlatados foram desenvolvidos na França, com o objetivo de suprir as necessidades alimentícias dos exércitos em campanha. Analogamente, esse fato deixou de ser exclusivo da Europa e dos militares, expandindo seu consumo por boa parte do mundo. Ademais, além dos alimentos enlatados, as comidas processadas também são utilizadas por uma parcela da população brasileira, porém, seu consumo em excesso tem gerado grandes problemas de saúde, como os cardíacos e a obesidade. Nessa conjuntura, torna-se premente analisar os malefícios de ingerir desenfreadamente esses comestíveis e a negligência das entidades públicas sobre esse aspecto.

Em primeira análise, é lícito postular que uma significativa porcentagem da malha social residente no Brasil, não possui uma alimentação adequada, visto que o consumo de alimentos ultraprocessados têm se tornado algo comum nos lares hodiernos. Deveras, a má alimentação pode gerar uma série de complicações como os entraves na área da saúde pessoal, aumento do peso, diabetes, problemas cardiovasculares, anemias, entre outras doenças maléficas causada pelo mau consumo de comestíveis.

Outrossim, segundo o pensamento do filósofo francês Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus “filhos”, porém, nota-se uma inversão dos valores contidos nessa máxima quando o assunto é a garantia da boa alimentação da saúde brasileira, pois a malha social não é incentivada a possuir bons hábitos alimentares, como também as propagandas midiáticas exercem grande influência sobre a escolha das refeições brasileiras. Indubitavelmente, o Governo se mostra omisso para criar mecanismos que auxiliem nas escolhas alimentares da população, e consequentemente fornecer um programa que diminua os índices das doenças causadas pela má alimentação.

Em suma, os alimentos processados consumidos em excesso são um complexo desafio contemporâneo que necessita ser combatido. Diante desse cenário, o Governo brasileiro precisa promover merchandising social nos meios midiáticos, com programas que ensinam o preparo de um alimento rápido e saudável, e explicando os riscos de consumir alimentos processados, objetivando atenuar os índices de consumo desses alimentos e consequentemente adquirir uma boa saúde. Somente dessa forma, paulatinamente, a sociedade experimentará de um novo de saudável modo de vida, como também o Estado protegerá seus filhos, como apregoa Hegel.