O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 21/05/2020

Desde a Revolução Industrial brasileira, os alimentos estão sendo transformados pelas indústrias e distribuídos à sociedade. Porém, o excesso de sódio e gordura presente nos produtos fomenta diversas enfermidades crônicas na população, parte da responsabilidade se deve à falta de consideração da indústria alimentícia e o preço elevado dos alimentos orgânicos. Ademais, muitas crianças já chegam à adolescência com vício em açúcar, isso ocorre devido aos hábitos alimentares corrompidos na primeira fase da vida que é fruto da influência familiar e ocasiona maladias como a obesidade infantil.

Em primeira análise, deve-se ressaltar que, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde, cerca de 45% da população brasileira sofre pelo menos de uma doença crônica não-transmissível, ou seja, é um reflexo do excesso de ultraprocessados na alimentação nacional. Da mesma forma, a indústria alimentícia brasileira menospreza a população ao incluir cada vez mais ingredientes como açúcar, óleos e gorduras em seus produtos e consequentemente fomentando enfermidades como a hipertensão e a diabetes. Além disso, deve-se salientar o preço exagerado das mercadorias orgânicas no mercado, ocasionando uma exploração no comércio, na qual a maior parte da comunidade não consegue adquirir tais mantimentos por causa do baixo capital e como decorrência acarreta as injustiças sociais.

Sob um segundo olhar, as crianças hodiernas chegam na adolescência com uma dependência acentuada do açúcar e parte dos fatores fomentantes é de responsabilidade parental, afinal a maioria dos responsáveis possuem uma nutrição inadequada e influenciam os pequenos aos mesmos hábitos. Outrossim, entre os fatores resultantes estão o desenvolvimento de maladias crônicas ainda na primeira fase da vida e a promoção da obesidade infantil. Isso é consoante com o pensamento de Sarah Hale, que profere que nenhuma influência é tão poderosa quanto a de mãe, ou seja, a atuação doméstica exercida nos pequenos é extremamente dominante e pode fomentar decorrências vitalícias.

Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Economia promover uma fiscalização assídua nas empresas do ramo, sendo realizado por meio de nutricionistas nas instituições para controlar o nível de elementos maléficos nos produtos e como resultado propiciar um ramo alimentício menos corrompido. Além de que, o Ministério da Economia também deve viabilizar alimentos orgânicos para toda a população, ao reduzir os preços de tais mercadorias e com o objetivo de desenvolver uma população mais saudável e justa. Da mesma forma, é função do Ministério da Educação realizar uma conscientização das crianças e seus responsáveis, sendo realizada nas escolas por meio de palestras e teatros com nutricionistas a respeito das consequências negativas da má alimentação e com a finalidade de promover hábitos saudáveis no meio familiar, seguindo os princípios de Sarah Hale.