O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 26/05/2020

Desde a revolução industrial, no século XVIII, as indústrias adotaram um objetivo em comum, que é a finalidade de otimizar os lucros. Esse comportamento se estendeu até os dias de hoje e atingiu as empresas alimentícias, criando assim, os alimentos ultraprocessados. Esses alimentos são de baixo custo de produção, pois usam como matéria prima o açúcar, gorduras e até mesmo o resto da produção de outras coisas, por exemplo, como mostra o site de notícias Business Inside, o sabor artificial de baunilha é feito com o resíduo da industria de papel. Dessa maneira, ao utilizar esses ingredientes, com a finalidade de reduzir o gasto da sintetização das comidas e aumentar os lucros, as empresas alteram o padrão alimentar do brasileiro, causando danos à sua saúde.

Conforme dito, a indústria alimentícia ,que produz os ultraprocessados, tende a mudar o padrão alimentar brasileiro em função da praticidade e propagadas persuasivas que escondem os riscos desse tipo de alimento, para obter mais lucro. Para ilustrar, basta ler as publicidades dessa categoria de alimento, pois eles tentam convencer de que eles dão energia, têm vitaminas e uma série de outras coisas que mascaram o excesso de açúcar, o risco de obesidade e outros problemas. Além disso, a praticidade desses alimentos os tornam convenientes, pois normalmente, eles são vendidos em diversos lugares como padarias, mercados e até farmácias, e são opções rápidas e baratas para saciar a fome. Por esses motivos, os ultraprocessados tendem a mudar o padrão alimentar brasileiro.

Dessa forma, ao esconder os perigos dos ultraprocessados, eles se tornarem populares entre os brasileiros, e as doenças também crescem em ritmo proporcional a sua popularidade. Para exemplificar isso, basta pensar no refrigerante Coca-Cola, que contêm 5 colheres de açúcar em um copo de 250 miligramas, segundo o seu rotulo nutricional. Essa quantidade assustadora de sacarose não é exclusiva dos refrigerantes, pois também estão presentes em bolachas e sorvetes, bem como o sódio está presente nos salgadinhos e embutidos em geral. Por certo, o açúcar e o sódio são responsáveis pela diabetes e hipertensão, respectivamente, e são os principais ingredientes dos ultraprocessados.

Em suma, as industrias alimentícias criaram os ultraprocessados com a finalidade de obter lucro, e estão incentivando o brasileiro a consumi-los, causando dano à sua saúde. Para amenizar o problema, a  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deveria proibir o comercio desses alimentos sem uma etiqueta que acusa o excesso de algum ingrediente nocivo a saúde, para informar ao consumidor os riscos de consumir certo produto. Outra alternativa seria o estado proibir propagandas que amenizam os problemas dos ultraprocessados com falsos benefícios ao bem-estar, para que assim o comprador não seja persuadido e o Brasil se torne um país com menos comercialização desse produto.