O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 05/06/2020

A segunda metade do século XIX trouxe inúmeras mudanças ao meio econômico, politico e social. Nesse recorte, atualmente, grande parte da população mundial, sobretudo, brasileira, sofre com os impactos negativos pelo consumo exagerado de produtos ultraprocessados. Nesse sentido, fatores como a composição dos alimentos aliado à falta da alimentação adequada são reflexos dessa mazela socia. Dessa forma, é necessário combater esses “maus hábitos”.

A priori, observam-se que as composições desses alimentos têm se transformado rapidamente. Nesse âmbito, a Química Orgânica define uma série de compostos como prejudiciais à saúde humana em suas devidas proporções, a exemplo de Benzenos, Insaturações carbônicas e grandes concentrações de íons, que estão presentes em biscoitos, bebidas, Fastfoods. Dessa maneira, embora esses compostos sejam classificados como “vilões da alimentação” sua verdadeira eficácia está ligada a grande quantidade de consumo dos mesmos, uma vez que o corpo humano trabalha com equilíbrios químicos e o afastamento dessa condição gera problemas de saúde. Logo, o ser humano deve atentar as quantidades de alimentos industriais ingeridas.

Além disso, destaca-se a falta de uma alimentação equilibrada. De maneira análoga, Aristóteles discute em sua obra, Ética a Nicômano, a respeito do conceito de mediania, na qual o indivíduo deve escolher de forma equilibrada a fim de ter a boa virtude. Assim, apesar da alimentação do brasileiro ainda estar pautada - em grande parte - no arroz com feijão, a sociedade canarinha já está, aos poucos, alinhando-se aos costumes alimentares norte-americanos, como a troca do almoço tradicional pelo Fastfood, o equilíbrio, entre o prazer mental e reflexo dessa escolha no corpo, debatido pelo filosofo, está, cada vez mais fragilizado. Dessarte, a educação alimentar deve tomar parte nessa conjuntura.           Portanto, é evidente que os impactos pelo consumo exagerados de produtos ultraprocessados é fruto das novas composições químicas e da falta de controle alimentar. A fim de atenuar a mazela, o Governo deve estimular a produção de produtos mais saudáveis por meio da liberação de insumos agrícolas, fornecendo para o médio e pequeno produtor todos os equipamentos necessários, a fim de reduzir a quantidade desses produtos industrializados. Outrossim, a Escola deve fornecer aulas de educação alimentar, com o objetivo de mudar o imaginário social.