O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 15/06/2020

A industrialização brasileira foi um processo que colaborou com as alterações alimentares e a qualidade de vida da população, isso porque houve mudanças nos papéis sociais exercidos pelas mulheres associadas com a sobrecarga de trabalho, facilitando o uso de alimentos ultraprocessados no cotidiano. A partir disso, verifica-se que a mudança do estilo de vida dos brasileiros apresenta muitos impactos na qualidade de vida, como o aumento da obesidade e do sobrepeso na população, e uma consequente crise de saúde pública.

O primeiro impacto que o consumo exagerado de alimentos ultraprocessados causa na população é a diminuição da qualidade de vida pelo aumento da obesidade e do sobrepeso dos brasileiros. Segundo a plataforma de dados WHOQOL-Bref, que avalia a qualidade de vida relacionada à saúde, a ingestão de produtos com muito conservantes, como é o caso destes alimentos, diminui em até trinta por cento a qualidade de vida. Dessa forma, é possível demonstrar que os alimentos mais acessíveis economicamente e mais rápidos de serem feitos são os ultraprocessados, posto que o padrão alimentar mudou quando a mulher foi inserida no mercado de trabalho, transformando os fastfoods, por exemplo, em soluções cotidianas.

O segundo impacto que pode ser ilustrado sobre o consumo de alimentos ultraprocessados pelos brasileiros é a criação de uma crise de saúde pública, uma vez que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças sistêmicas, como as dislipidemias e os eventos tromboembólicos. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, mais da metade dos brasileiros apresentaram sobrepeso ou obesidade, diminuindo em vinte por cento o Índice de Desenvolvimento Humano, sendo, portanto, o consumo destes produtos um risco indireto para a saúde pública.

Diante do exposto, é necessário que o Ministério da Economia taxe os alimentos ultraprocessados em pelo menos vinte por cento, o que torna esses produtos menos acessíveis economicamente, diminuindo a obesidade da população. Essa medida deve ser feita para que os impactos da ingestão de alimentos ultraprocessados sejam reduzindos, aumentando o índice da qualidade de vida dos brasileiros. Além disso, é necessário também que o Ministério da Saúde, com a ajuda das secretarias estaduais, realize palestras mensais, por meio dos profissionais que atuam na Estratégia de Saúde da Família, a qual é responsável por lidar diretamente com os indivíduos mais afetados pela obesidade e pelo sobrepeso. Isso deve acontecer com a finalidade de combater a obesidade e as possíveis complicações causadas por ela, diminuindo os índices do IBGE.