O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 27/07/2020

Com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional o mundo passou a conhecer o conceito de globalização na prática, com rotinas diárias extremamente corridas. Com isso, formas de maximizar o tempo começaram a ser intensamente buscadas. Assim, os alimentos ultraprocessados foram implementados no padrão alimentar brasileiro. No entanto, é imprescindível debater acerca dos impactos causados por essa transformação nas refeições da sociedade atual.

Em primeiro lugar, os países desenvolvidos terem elevado número de obesos é um problema. Nesse contexto, no livro Quarto do Despejo, da escritora favelada Carolina Maria de Jesus, é relatado como nas regiões mais pobres a fome é recorrente e se luta diariamente para cessa-la. Como mostra na obra, muitos indivíduos não conseguem se alimentar corretamente. Entretanto, essa realidade não é só das pessoas que não apresentam acesso às comidas, mas se apresenta muito nas que podem usufruir delas. Logo, diversas nações apresentam uma população majoritariamente que apresenta falta de vitaminas e de sais minerais. Isso ocorre, pois as pessoas escolhem se alimentar de formas rápidas e fáceis, ao invés de optar por comidas boas para o corpo, visando então ter uma vida longeva.

Ademais, a alimentação com produtos industrializados não é equivalente a com comidas naturais. Nesse sentido, a frase proferida pelo filósofo Richard Rorty, “A falta de maleabilidade do homem está tornando-o um animal irracional e cruel”, parece fazer alusão ao comportamento do corpo social na modernidade com sua saúde. Consequentemente, essa ação de não priorização faz com que os ultraprocessados substituam refeições no dia a dia. Porém, a grande quantidade de açúcar, sal e conservantes nesses produtos faz com que problemas, como diabetes e colesterol alto, sejam mais recorrentes.

Diante dos argumentos apresentados, nota-se a necessidade de medidas que diminuam a quantidade de indivíduos com problemas relacionados a má alimentação. Portanto, o Ministério da Saúde deve proporcionar orientação alimentar efetiva à população, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara de Deputados. Posto isso, nele precisar constar a melhoria das consultas nutricionais disponibilizadas pelo SUS, podendo usufruir desse benefício em sua maioria pessoas que estão abaixo ou acima do peso estipulado pela Organização Mundial da Saúde. Além disso, em seu site on-line necessitam ser criados cardápios de opções baratas e saudáveis para as refeições. Espera-se, com essas providências, que todas as classes sociais possam ter alimentação regulada, correta e se necessária com acompanhamento médico.