O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 16/06/2020
O Ministério da Saúde constantemente alerta para o aumento no número de obesos no país. Evidentemente essa alta nos índices é reflexo da inserção de alimentos ultraprocessados na dieta dos brasileiros, seguindo uma tendência mundial. No entanto, essa mudança no padrão alimentar pode ser acompanhada do aumento do número de pessoas com doenças metabólicas e na perda da identidade cultural do Brasil.
Mormente, há necessidade de destacar que distúrbios metabólicos são alterações no funcionamento e no êxito do conjunto de reações químicas que acontecem em nosso corpo, como o hipotireoidismo e a diabetes. Geralmente, esses malefícios são causados pelo excesso no consumo de açúcares e gorduras, elementos presentes em grandes quantidades nas comidas ultraprocessadas. Sendo assim, elevar a ingestão delas, consequentemente, aumentará o número de afetados por esse tipo de doença.
Além disso, está intrínseca na cultura brasileira uma alimentação rica em produtos naturais, oriundos das tradições dos nossos ancestrais, como a mandioca, cultivada pelos indígenas durante o Brasil colonial. Portanto, substituí-los por pratos altamente industrializados resultaria numa perda de costumes históricos no padrão alimentar brasileiro.
Dessarte, é evidente os impactos dos alimentos ultraprocessados na dieta da população. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas educativas sobre os prejuízos causados pelo consumo excessivo desses produtos, destacando as complicações metabólicas resultantes, divulgando nos veículos de comunicação e nas mídias sociais, para que assim, a sociedade modere na ingestão desses alimentos e comece a prezar por um bem-estar físico.