O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 19/06/2020
De 2006 à 2016, o Brasil saiu do mapa da fome, segundo dados da OMS(Organização Mundial da Saúde). Contudo, o que era para ser comemorado, tornou-se motivo de preocupação. Pois, ainda segundo a OMS, o país saiu do mapa da fome direto para o da obesidade, o número de obesos cresceu aceleradamente, tanto em crianças como em adultos. Isso, tem um motivo: o crescimento do consumo de alimentos ultraprocessados. Por isso, é importante entender o que são e os riscos de uma alimentação baseada nesse tipo de comida.
Nesse contexto, é preciso entender que o ultraprocessado vem ganhando espaço na alimentação do brasileiro. Como evidencia dados do Ministério da Saúde que: mostrou que no ano de 2018 esse tipo de alimento representou 25% da alimentação da população do país. Isso, tem um motivo claro, como são feitos de compostos químicos e ingredientes básicos como sal, açúcar e gordura, isso causa um baixo custo de produção e consequentemente um baixo preço no mercado. Logo, isso indica que a população menos favorecida tende a consumir mais esse tipo de comida. Portanto, são as camadas mais pobres que ficam mais suscetíveis a doenças como: diabetes, hipertensão e a obesidade.
No entanto, no ano de 2019 o Ministério da Economia anunciou uma série de medidas econômicas para baratear a produção e transporte de orgânicos. Para que dessa forma, uma alimentação mais saudável fosse oportunizada para a maioria dos brasileiros. Ações assim são importantes para que o consumo de alimentos orgânicos e não processados seja cada vez mais estimulado.
Diante do exposto, infere-se, que é imperativo que o Estado busque formas de diminuir o acesso da população a alimentos ultraprocessados. Como exemplo: aumentar a carga tributária sobre esse tipo de alimento. Dessa forma, encarecendo o custo de produção espera-se que aumente o valor no mercado tornando este produto menos acessível a maioria de sua população e em consequência diminua seu consumo.