O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 21/06/2020
O Ministério da Saúde afirma que mais da metade da população brasileira sofre de obesidade. Esse cenário é potencializado pelos maus hábitos alimentares, sobretudo o consumo de ultraprocessados, pobres em nutrientes. Nesse contexto, a ingestão desse tipo de alimento ocorre por corresponder aos anseios capitalistas do mercado industrial e, consequentemente, ameaça a saúde pública.
Sob tal óptica, destaca-se o pensamento do fundador do modelo de produção fordista Henry Ford: “tempo é dinheiro”. Nessa perspectiva, a ideia exposta vigora, hodiernamente, na indústria alimentícia. Tal realidade é corroborada ao observar que o processamento dos produtos acontece para aumentar o período de validade e, com isso, ampliar o capital. Infere-se, diante disso, que a busca pela geração de lucros, isto é, o sistema capitalista é uma das causas do ultraprocessamento.
Por conseguinte, cabe analisar os impactos desta questão: problemas de saúde. Nesse viés, o Guia Alimentar da População Brasileira, lançado em 2006, recomenda o baixo consumo dos industrializados, tendo em vista o risco de contrair doenças como hipertensão, diabetes e obesidade - citada anteriormente. Em suma, o déficit alimentar, provocado pela injestão de ultraprocessados e motivado pela indústria, necessita de medidas para ser findado na sociedade brasileira.
Portanto, é mister que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) fiscalize, por meio de visitas, as fábricas de produção de alimentos em todo o país, a fim de evitar o excesso de processamento; para isso, é fundamental que esse orgão federal forme uma equipe para planejar a frequência e eficiência da fiscalização. Além disso, é fundamental que os governos estaduais, em parceria com a imprensa local, promovam campanhas, por meio de mídias sociais, visando a divulgar os riscos do consumo desses alimentos. Assim, o Brasil seria um lugar mais saudável.