O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 24/06/2020
A partir da Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra no século XVIII, no âmbito alimentício, foi inserido novas técnicas a fim de ampliar a rentabilidade e a validade de produtos. Entretanto, em consequência a tais mudanças, as empresas adotaram alimentos ultraprocessados ao mercado consumidor. Contudo, dado ao excessivo consumo de tais produtos e a falta de instruções, é notório um aumento da obesidade e doenças crônicas na sociedade, principalmente a população jovem.
Convém ressaltar, a princípio, que a difusão de propagandas apresenta um papel inexorável no aumento do consumo dos alimentos ultraprocessados, haja vista que, consoante aos filósofos Adorno e Horkheimer a indústria cultural utiliza dos meios de comunicação de massa para disseminar padrões de consumo. Sob este viés, em consequência a intensa carga de trabalho do indivíduo, os produtos ultraprocessados devido a sua rápida preparação tornaram-se mais viáveis no cotidiano. Conquanto, dado a composição de altas taxas de carboidrato e escassez de nutrientes em tais produtos, nota-se um déficit alimentar na população.
Além do mais, pode-se atribuir ao Estado uma grande parcela no aumento da obesidade e das doenças crônicas, uma vez que os governantes respondem aos anseios sociais, e grande parte da sociedade não exige uma educação alimentar, mantendo uma dieta irregular e ineficiente por maior parte das pessoas. Outrossim, um dos pensamentos transpostos pela Escola de Frankfurt consiste que todo problema social dissemina-se e persiste na família, logo, dado que a cultura da alimentação perpetua-se em geração, tal cenário só se reverteria se houvesse uma reeducação alimentar.
Conforme informações supracitadas, ficam evidentes impactos dos ultraprocessados no padrão alimentício brasileiro, sendo preciso intervenções. Portanto, o Ministério da Saúde por meio de verbas governamentais deve fornecer planos de dieta equilibradas e saudáveis, a fim de diminuir o excessivo consumo de tais alimentos prejudicais a saúde. Além disso, o Estado deve inserir medidas que obriguem as propagandas alimentícias dos ultraprocessados apresentarem os malefícios do consumo dos mesmos, com o intuito de conscientizar a população.