O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 28/06/2020

A utilização de práticas nos alimentos ultraprocessados não é recente, visto que os portugueses, durante as navegações, já usavam o método para salgar as comidas no século XVI, com o objetivo de aumentar o prazo de validade. Na contemporaneidade, novas técnicas surgiram para atingir essa finalidade. Contudo, isso tem contribuído para problemas de saúde, que são gerados devido à falta de uma educação alimentar no Brasil.

Em primeira análise, é relevante mencionar os riscos à saúde pelo consumo excessivo de alimentos ultraprocessados. Tais produtos ganharam o mercado a partir do processo de industrialização, uma vez que o consumo cresceu, o que gerou a necessidade de métodos para elevar o prazo de conservação. Nessa perspectiva, o exacerbado uso de sal, açúcar e óleo nos alimentos causou impactos para a saúde da população, como a obesidade e a hipertensão. Assim, é inadmissível a livre circulação desses produtos sem o entendimento da sociedade sobre seus males.

Como causa, pode-se observar a ausência de um ensino alimentar no país. De acordo com o filósofo Aristóteles, a educação é uma condição essencial para a fluidez da sociedade. Nesse sentido, a falta de instruções sobre os produtos ultraprocessados colabora para o consumo sem limites desses alimentos pelos cidadãos. Logo, é imprescindível que o ensino seja ofertado para diminuir esse quadro.

Portanto, depreende-se que ações sejam executadas para atenuar os impactos desses produtos. Desse modo, é importante que o Ministério da Educação, órgão responsável por assegurar o conhecimento à sociedade, por meio das escolas, realize aulas sobre os tipos de alimentos do mercado. Tal promoção será feita com intuito de orientar os jovens e, consequentemente, os adultos sobre os efeitos do consumo exagerado de alimentos ultrapocessados. Dessa forma, os impactos dos métodos de conservação, que são praticados desde as grandes navegações, poderão ser mitigados no Brasil.