O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 01/07/2020
No contexto brasileiro atual, há tempos observa-se o crescimento da produção e do consumo de alimentos ultraprocessados, os quais vêem tomando o lugar dos alimentos “naturais”, sem excesso de químicas. Diante pesquisa realizada pelo Rev Saúde Pública: a dieta da população brasileira excede as recomendações de consumo para densidade energética, proteína, açúcar livre, gordura trans e sódio e apresenta teores insuficientes de fibras e potássio. Dentro dessa questão, pode-se ressaltar que o excesso de consumo desses alimentos pode acarretar sérias doenças. Outro fator existente, são os índices elevados de obesidade depois que esses alimentos ganharam um contraste maior.
Em primeira análise, é de suma importância ressaltar que os alimentos ultraprocessados são pobres em micronutrientes (vitaminas, sais minerais, água e fibras), em consequência disso, percebe-se que não deve consumi-los de forma exagerada, principalmente pelas crianças, pelo fato dos alimentos não possuírem grande carga energética. Segundo, pesquisa realizada pelo site Crenc: muitas vezes, a criança tem uma boa ingestão de ferro em determinada refeição e logo após consome um alimento ultraprocessado que prejudica a absorção do nutriente, podendo causar: prejuízo dos mecanismos que indicam a fome e a saciedade, desnutrição, acúmulo de gordura, entre outros. Logo, é visível o quão importante é ter uma alimentação correta e balanceada.
Outra preocupação constante é a obesidade acarretada pela má alimentação, sendo baseada em alimentos ultraprocessados. Estes alimentos estão ganhando fama cada vez mais, por serem deliciosos e prazerosos, dando vontade de comer excessivamente para satisfazer uma vontade, que muitas das vezes se confunde com a gula (desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida ou drogas). Conforme, Professor Monteiro, coordenador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP: a causa da epidemia de obesidade mais importante é o consumo de ultraprocessados, que são rapidamente absorvidos pelo organismo e de baixo teor de saciedade. Frente a isso, é visível um dos motivos do aumento de pessoas obesas no Brasil.
Pela observação dos fatos mencionados, conclui-se que o consumo desenfreado de alimentos ultraprocessados faz muito mal a saúde do ser humano. É função do Ministério da Saúde, intervir às industrias que produzem estes produtos, por meio de reuniões e conversas, afim de que seja estabelecido novos meios para que façam com que o alimento tão amado pela maioria, se torne menos danoso à saúde. A partir dessa medidas, o índice de obesidade diminuíra, juntamente com o índice de doenças desenvolvidas por eles.