O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 02/07/2020
Alavancados no período da Guerra Fria, os alimentos ultraprocessados se tornaram essenciais para o novo estilo de vida moderno, pois têm longa validade e são práticos. Entretanto, o consumo desses produtos tornou-se rotineiro na vida dos brasileiros, favorecendo impactos negativos na alimentação. Assim, há de ser analisado como o consumo de ultraproces-
sados aumentam os casos de obesidade e a incidência de doenças cardiovasculares na população.
Em primeiro plano, nota-se que os produtos em questão são evidentemente mais baratos e rápidos para consumo. Nesse reciocínio, é compreensível a preferência do consumidor a essa tipo de comida. Porém, o consumo diário de ultraprocessados está aumentando gradativamente a obesidade na população, problema já denunciado pelo artigo publicado pela USP, informando que, em 2018, a obesidade entre brasileiros cresceu 40%.
Atrelado a isso, o alto teor de sódio, açúcar e óleos nesses alimentos é extremamente prejudicial a saúde cardíaca dos brasileiros. Fato evidencia-
do pelo canal de informações ‘‘Mais Saúde’’, em artigo publicado informou que metade dos casos de infarto entre brasileiros se deve à alimentação. Assim, é de suma importância que medidas sejam tomadas para atenuar esse cenário.
Tendo em vista o que foi discutido, é necessário que o Estado reduza gradativamente os preços de alimentos naturais, por meio de sanções econômicas, com o fito de incentivar a escolha de produtos mais saudáveis. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde informar ao consumidor os reais ingredientes e riscos oferecidos por ultraprocessados, por meio da propagandas e palestras, objetivando deixar a população ciente dos alimentos ingeridos. Assim, a saúde da população será garantida e o produto da Guerra Fria reduzirá seu impacto.