O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 05/07/2020

As palavras “comodidade, enfermidade e insatisfação” simbolizam os impactos dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro. Sereias, seres mitológicos metade peixe e metade mulher que atraíam os navegadores com a sua beleza e depois levavam-os à perdição. A isso se assemelha as comidas hiperindustrializadas que, ao atrair as pessoas com tamanha facilidade e conforto, acabam cooperando para o surgimento de doenças cada vez mais cedo, além ainda de gerar uma sociedade infeliz com seus corpos.

A princípio, o alto consumo de alimentos ultraprocessados faz com que muitas doenças apareçam em pessoas cada vez mais novas. De acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes, o número de pessoas com menos de 20 anos que possuem diabetes aumenta anualmente cerca de 3% ao redor do mundo. Esse fato torna eminente que a ingestão excessiva de produtos hiperindustrializados  está, de maneira crescente, contribuindo para a formação de uma geração com graves problemas de saúde.

Ademais, ao se ingerir comidas com alto teor de gorduras, açúcar e sódio, é natural que o corpo se modifique para fora dos padrões de beleza impostos pela sociedade. Ao utilizar o pensamento de Steve Jobs, criador da empresa Apple, de que a tecnologia move o mundo, nota-se que os brasileiros estão se movimentando em direção à infelicidade. Isso faz com que as pessoas busquem formas radicais de mudar essa situação, como a anorexia ou ainda a bulimia.

Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de combate ao alto consumo de produtos ultraprocessados. Em primeiro plano, o Ministério da Saúde deveria ofertar nutricionistas que, através de horários específicos na rede televisiva nacional, abordassem formas e métodos para a implementação de um melhor padrão alimentar nas residências brasileiras, para que assim, diminua-se o número de doenças surgidas de forma precoce no país. Além disso, seria de responsabilidade dos estados implantar nas escolas, através de uma política pública, a visita semanal de psicólogos de forma gratuita, para que dessa maneira, não se forme uma sociedade infeliz com seus corpos devido à má alimentação. Se tudo isso for feito, então as palavras “comodidade, enfermidade e insatisfação” deixarão de simbolizar os impactos dos ultraprocessados no Brasil.