O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 11/07/2020
Com a expansão do “American Way of Life” que difundiu mundialmente o estilo de vida estadunidense expandiu-se a cultura de alimentos ricos em gordura e sódio, como o hábito alimentar do fast food, que rapidamente foi aceito na sociedade devido ao aumento da jornada de trabalho da população operaria desde a revolução industrial. Por consequência, foi estabelecida essa terceirização do preparo dos alimentos, que infelizmente tem causado obesidade e intensificado os casos de câncer. Tornando a obesidade e hipertensão um dos focos de combate do sistema de saúde brasileiro.
Essa problemática se tornou também de caráter socioeconômico, tendo em vista que os produtos condimentados possuem baixo custo, sendo a única opção de quem vive na linha da pobreza. Gerando uma desnutrição principalmente nas crianças dessas camadas sociais, expondo as desigualdades sociais que permeiam essa questão. Uma vez que nem todos tem acesso aos nutricionistas para alertar sobre os efeitos das substâncias químicas dos ultra processados, que nas últimas décadas deixaram de ser simples conservas e se tornaram complexas para atender a necessidade de uma longa duração nas prateleiras, e isso se deve ao uso de conservantes tóxicos em alguns casos derivados do petróleo uma molécula inorgânica e não metabolizável pelo organismo.
Além disso, o consumo constante desses industrializados repletos de corantes geram graves alergias, aumentam a incidência dos casos de câncer e são os maiores causadores da obesidade, doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Por certo, o Brasil está próximo de se tornar um país de população obesa, e isso reflete nos alarmantes dados do Ministério da Saúde sobre o número de bariátricas realizadas nos últimos anos. Diante do exposto, torna-se evidente a necessidade de fortalecer sistemas alimentares que protejam a saúde como os ricos em legumes, vegetais e grãos.
Infere-se portanto, que para aplacar esse impasse a sociedade deve contar com uma ação do Conselho Nacional de Nutrição unida com o Ministério da Saúde com a finalidade implantar no Sistema Único de saúde um projeto de reeducação alimentar que seja acessível a todas as camadas populares, com foco no combate a obesidade e desnutrição, que embora um individuo esteja sobrepeso, isso não indica que seu organismo está rico de fibras e vitaminas e são encontrados somente em alimentos in natura, que cada vez mais tem se tornado mais caros em relação aos processados. Tendo isso em vista, o Ministério da Agricultura deve subsidiar as produções de agricultura familiar, uma vez que a dos grandes latifúndios são para exportação, e o que fica para o consumo são os dos pequenos agricultores
presente nos cinturões verdes de cada cidade, com o incentivo visando a redução do custo gerando estímulo ao consumo e maior acesso. Assim tornaremos a sociedade mais igualitária, saudável.