O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 14/09/2020
Em um episódio da animação “Os Simpsons” do autor Matt Groening, são retratadas aos telespectadores as consequências do consumo de ultraprocessados no cotidiano dos personagens. Fora da ficção, o que foi descrito na obra relaciona-se com um problema da atual conjuntura brasileira, em que a sociedade, de modo geral, tem a tendência a ignorá-lo: os impactos dos ultraprocessados no padrão alimentar. Desse modo, urge a necessidade de analisar como a negligência estatal e a insistência em consumir fast-foods fomentam a problemática.
Primeiramente, há de constatar o descumprimento de algumas leis. Ademais, a Constituição Federal de 1988 garante acesso a um ambiente que visa o bem-estar de todos. Entretanto, constata-se que, no Brasil, há uma carência de políticas públicas que objetivam estimular as pessoas a consumirem mais alimentos saudáveis, uma vez que um mal hábito alimentar pode acarretar em futuras doenças a longo prazo, como a obesidade. Semelhantemente, conforme um levantamento da Universidade de São Paulo, mostra que se o governo aumentasse o preço de alimentos de tal gênero em aproximadamente 20%, a obesidade poderia cair em cerca de 5%, o que levaria à uma sociedade mais saudável. Nesse sentido, a ineficiência na aplicação leis implicam no recrudescimento de tal obstáculo.
Além disso, vale ressaltar o hábito de consumo da sociedade. Outrossim, de acordo com Heidegger, filósofo francês, o homem se constrói na medida de suas interações. Analogamente, as pessoas ao conviver em uma sociedade em que o acesso a alimentos naturais seja escasso, podem optar por consumir produtos como os fast-foods. Sob esse viés, consoante a Revista Veja, o consumo de ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro aumentou consideravelmente nos últimos anos, uma das possíveis causas está atrelada a um padrão de consumo da sociedade em si. Desse modo, confirma-se que o meio social provoca mais dificuldades relacionadas a adequação de um hábito alimentar saudável.
Destarte, medidas fazem-se relevantes para mitigar tal vertente. Portanto, cabe ao Ministério da educação, juntamente às |mídias| e dentro das escolas, instituir projetos como o “Consuma mai alimentos naturais”, responsável por educar socialmente os estudantes e suas famílias. Isso deve ser realizado por meio de trocas de experiências em workshops administrados por professores e nutricionistas, a fim de expor, debater e combater as consequências do consumo de ultraprocessados. Assim, será possível distanciar-se-á do hediondo cenário apresentado por Groening.