O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 30/07/2020
Historicamente, a urbanização no Brasil iniciou-se de modo tardio, a partir de 1970. Nesse sentido, a industrialização nos meios de produção dos alimentos, com a inserção de máquinas, e os métodos de manutenção das características positivas -amadurecimento, tamanho e resistência a insetos- foi o principal agente para promover o crescimento excessivo de comidas cada vez menos saudáveis. Assim, o impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro perpassa aos problemas de saúde como obesidade e sedentarismo, visto que, destrói cada vez mais o meio ambiente, em detrimento da única preocupação do governo, que é o lucro com a exportação da matéria prima que fabricará os produtos.
A princípio, com o térmico da segunda Guerra Mundial em 1945, a vitória americana foi responsável por estabelecer aos diversos países o que começariam a produzir relacionando-os ao cenário multipolar. No caso, o Brasil tornou-se o nomeado “Celeiro Agrícola”, responsável pela produção de matéria prima, as principais são soja, café e laranja no ranking de exportação e futura transformação dela em alimentos ultraprocessados. No entanto, o processo de plantio até o envio ao exterior requer um desmatamento abusivo, de áreas importantíssimas para o clima e bioma local, além do uso de agrotóxicos que contaminam o solo e o lençol freático.
Nesse ínterim, o caos não permanece apenas no ambiente totalmente modificado, mas também nos alimentos que foram alterados geneticamente, denominados segundo a biologia de “Transgênicos”. Esse processo promove o maior crescimento do animal ou vegetal em um menor tempo por causa, respectivamente, do uso de rações modificadas dadas aos gados, porcos, frangos e peixes- e a pulverização de insumos agrícolas nas grandes plantações, para que o vegetal consiga manter-se em um clima e solo diferentes do habitual para o próprio desenvolvimento.
Finalmente, é imperioso que o Governo Federal unido a Organização Mundial da Saúde (OMS) obrigue o congresso a vetar as leis de reinserção de agrotóxicos, que reincidiram na escala de produção, após a presidência de Jair Bolsonaro. Para isso, a lei deve ser modificada e fiscalizada por agentes especializados em Engenharia Agronômica e Ambiental, das diversas universidades federais e estaduais. Além disso, caso as medidas de produção do latifundiário estarem opostas ao ideal ele deverá pagar uma multa altíssima e, de acordo com o contexto, a perda de uma parte do território destinado ao plantio. Somente com as medidas propostas haverá a devida valorização do meio ambiente, fauna e respeito a saúde dos brasileiros porque tornará mais difícil acabar com árvores e vidas no Brasil.