O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 18/08/2020

,Na contemporaneidade, alimentos ultraprocessados ganham espaço continuamente, afinal, no século XXI o tempo é escasso e a praticidade é mais valorizada que os cuidados com a saúde.

Primeiramente, a população brasileira vive uma situação alarmante quando o assunto é obesidade e doenças crônicas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, já somos o segundo país com maior índice de obesidade. De acordo com o Ministério da Saúde, 30 milhões de brasileiros têm hipertensão arterial, 9 milhões são diabéticos e em 2013 tivemos mais de 339 mil mortes por doenças cardiovasculares.

Em segunda analise, uma pesquisa realizada pela Alelo, com trabalhadores, afirma que 42% dos entrevistados se sentem indispostos e sonolentos após o almoço. O estudo revelou também que poucos escolhem alimentos saudáveis ou naturais.

Diante do exposto e levando em consideração que os adultos em idade ativa passam cerca de 8 horas diárias trabalhando e que boa parte da alimentação é feita durante a jornada laboral, conclua-se que  ambiente de trabalho se faz um local ideal para promover ações de reeducação alimentar que garantirão mais saúde e mais produtividade ao colaborador. É viável que o Estado em conjunto com o Ministério do Trabalho tomassem medidas para que as empresas realizassem uma análise nutricional completa e individual, para conscientizar o trabalhador e ajudá-lo a fazer as adaptações necessárias em sua alimentação, é fundamental também que os colaboradores tenham horários definidos para este momento e que ele seja cumprido com calma, os intervalos servem também para que uma caminhada pela empresa seja feita. O hábito de se movimentar por alguns minutos ajuda na digestão. Por fim, alterações na CLT devem ser feitas e o governo deve disponibilizar um incentivo para que essas medidas sejam cumpridas, como a redução de impostos para as empresas que aderirem a mudança.