O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 20/08/2020
Alimentos ultraprocessados são aqueles que passaram por técnicas com alta quantidade de sal, açúcar, gordura, entre outros. Pelo fato de serem mais rápidos e eficientes em seus preparos, são muito consumidos em diversos lugares. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil está 34ª posição dos países que mais vendem alimentos e bebidas ultraprocessadas no ranking mundial. Consoante o site Cren, o elevado consumo desses alimentos pode acarretar diferentes doenças como diabetes, hipertensão, obesidade e alguns tipos de câncer.
Ademais, além de prejudicar os seres humanos, a produção desse tipo de comida lesiona também o meio ambiente. Segundo o médico e professor titular do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), as commodities, que alimentam toda uma industrialização da agricultura, podem danificar a natureza pela falta de política regulatória em sua produção.
Além disso, conforme o site Saúde Abril, a ingestão de alimentos ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos e refrigerantes, podem também aumentar o risco de doenças cardiovasculares e cerebrais, como infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral) respectivamente. Porém, pelo fato de seus danos não serem divulgados frequentemente, a população continua ingerindo tais alimentos.
Portanto, para diminuir os impactos que os produtos ultraprocessados causam tanto para o ambiente quanto para o bem-estar dos indivíduos, é preciso que o Ministério da Saúde crie projetos, por meio de anúncios e propagandas, que influenciem a sociedade a consumir alimentos saudáveis, com o objetivo de fazer com que as doenças, provenientes da má alimentação, sejam menores. Cabe também ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que fiscalize profundamente a produção desses alimentos, por meio de visitas regulares às indústrias, a fim de controlar os danos que causam ao meio ambiente.