O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 20/08/2020
É de conhecimento geral que os impactos da Era de Ouro do capitalismo refletiram em um maior dinamismo nas relações humanas, sendo uma delas, o consumo dos ultraprocessados no padrão alimentar da sociedade, em específico, a brasileira. Caracterizados como produtos que estão prontos para o consumo imediato, feitos a partir de formulações industriais, apresentando em sua grande maioria, alto teor calórico. Nesse contexto, é evidente que o consumo dos ultraprocessados impactam negativamente no padrão alimentar brasileiro, visto que, o seu consumo traz malefícios para o bem-estar do indivíduo, e no geral, esse padrão está ligado aos transtornos alimentares.
Sob esse prisma, a maneira como as pessoas se alimentam representam um valor significativo no mercado econômico mundial, amplamente explorado pelas grandes marcas de ultraprocessados do mundo, como as redes de “Fast Food”, por exemplo. Nessa situação, os ultraprocessados se tornam indiretamente presentes na vida cotidiana de toda população, mas também, diretamente presentes nos problemas de saúde da população em geral, como por exemplo, ganho de peso, diabetes, câncer, depressão, além de um novo estudo feito em parceria entre pesquisadores brasileiros e franceses, publicado no prestigiado jornal British Medical Journal (BMJ), revelar sua relação com as doenças cardiovasculares.
Além disso, outro problema enfrentado por cerca de 4,7% da população brasileira, segundo a organização mundial da saúde (OMS), são os esquecidos transtornos alimentares. Nesse cenário, são gerados por grande parte devido ao recente dinamismo das estruturas sociais e econômicas da sociedade, os quais, a ansiedade e depressão, geram um conjunto de transtornos psicológicos compulsórios aos alimentos, majoritariamente, ultraprocessados. Afetando assim, cerca de 10% os jovens brasileiros, comprometendo sua saúde e sua integridade psicológica.
Sendo assim, para assegurar o bem-estar da população brasileira, o Governo Federal do Brasil, não deve tratar o padrão alimentar da população como: “o que as pessoas comem”, mas sim, como elas comem, sendo necessário a elaboração de uma campanha conscientizadora sobre a importância dos bons hábitos alimentares. Ademais, a introdução de um mês específico para se debater os transtornos alimentares, sobretudo, durante a adolescência, a fim de auxiliar a parcela da sociedade que sofre com esse infeliz problema.