O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 21/08/2020
Os alimentos ultraprocessados são aqueles produzidos com com a adição de ingredientes como sal, açúcar, gorduras, proteínas e substâncias sintetizadas em laboratório, oriundas de outros alimentos e de matéria orgânica como carvão e petróleo. No Brasil, esses alimentos têm se tornado muito comuns na dieta da população, com o passar dos anos, por causa da sua praticidade. No entanto, eles não deveriam fazer parte do padrão alimentar do país, pois eles fizeram-se parte da cultura de forma desnecessária mesmo trazendo muitos males à saúde.
Primordialmente, os alimentos ultraprocessados começaram a se popularizar no país, principalmente, entre as pessoas que têm uma vida ocupada pelo trabalho ou por outras atividades, ou seja, pessoas que não têm tempo para cozinhar. Entretanto, sua praticidade conquistou a muitos que iniciaram seu consumo sem uma necessidade específica, e que, geralmente, alegam que o transporte é mais fácil e o sabor é melhor do que o das comidas caseiras. Além disso, a ingestão desses alimentos aumentou significativamente com a chegada das redes de restaurantes fast-food, que são um sinal de status, para alguns indivíduos que não se importam com as origens do que estão consumindo, já que não são todos que têm poder aquisitivo suficiente para os frequentarem regularmente.
Ademais, os alimentos ultraprocessados trazem muitos males à saúde, por serem produzidos com muitas substâncias que podem causar problemas quando consumidas em excesso. Alguns exemplos desses males são obesidade, diabetes, hipertensão, câncer e muitas outras enfermidades, como as cardíacas. Além disso, vários componentes presentes nesses alimentos são viciantes, o que leva as pessoas a os consumirem ainda mais, causando mais doenças, e podendo levar as pessoas à ansiedade e à depressão quando tentam parar de utilizá-los.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, conscientizar as crianças e os jovens, para que eles alertem seus pais, quanto aos problemas de saúde que esses alimentos causam e mostrá-las que não se deve ignorar os valores nutricionais, nem pensar apenas na praticidade que algo oferece, por meio de aulas e palestras teóricas e práticas sobre alimentação saudável. Isso acabaria com a cultura do consumo dos alimentos ultraprocessados e, consequentemente, diminuiria a ocorrência de doenças geradas por esse consumo.