O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 19/08/2020
Com o aumento populacional eminente após a revolução industrial, uma demanda consequentemente maior nos ramos de produção de alimentos foi instaurada. A produção de ultra processados veio como uma ideia de baratear as refeições, substituir algumas outras, na expectativa de diminuir a compra do mesmo in natura, desafogando a agricultura e pecuária. Entretanto, com suas composições nutricionais alteradas, os impactos dos ultra processados levaram uma má fama ao serem acusados, por exemplo, de aumentar a obesidade, o que é na verdade um processo de desinformação social e uma lacuna educacional.
Em detrimento disso, após a Guerra Fria e os avanços tecnológicos advindos com ela, a alimentação não foi pensada somente em saciar a fome dos habitantes, mas também para agregar mais sabores e estimular alguns sentimentos no nosso corpo. Estudos mostram que a comida industrializada pode satisfazer o paladar, ao introduzir novos ingredientes neles, pois os mesmos liberam alguns hormônios do satisfatórios como a serotonina, que estimula neurotransmissores dando a sensação de prazer. Todavia, a desinformação nutricional no nosso país contribuiu para que essas comidas fossem atribuídas como ruins de qualquer forma e em qualquer quantidade, o que deve ser corrigido, para que quando utilizados, de forma estratégica, gerem novos sabores gastronômicos.
Ademais, o nosso corpo só tem uma forma de contagem dos produtos alimentícios que ingerimos, as calorias, que ao comermos mais do que gastamos acumulamos energia na forma de gordura corporal. Por isso é importante ressaltar que a falha educacional adicionado a conceitos errados que são uma das causas da obesidade no nosso país, e não a existência dos ultra processados. Em decorrência disso, o calculo do nosso metabolismo basal mais estratégias nutrólogas, podem tornar a nossa dieta mais prazerosa e gostosa de se fazer, conceito empregado no livro “Dieta flexível e nutrição” do Caio Bottura, durando por muito mais tempo do que um regime total limpo, e que perduraria por pouco tempo, podendo gerar posteriormente uma compulsão alimentar por fazer o indivíduo se restringir muito.
Com isso, pode-se concluir que medidas devem ser tomadas para resolução desse problema. Logo, cabe ao governo em conjunto a nutricionistas formados, e medidas escolares no ensino, passarem essas informações por meios televisivos e digitais, como propagandas educacionais, e matérias especificas na grade curricular da educação física, matéria já existente, a fim de diminuir a incidência da obesidade e desinformação no nosso pais, gerados a partir da má fama das comodidades da refeição.