O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 20/08/2020

Alimentos ultraprocessados são aqueles alimentos que já estão prontos para o consumo, necessitando ser aquecido ou não. Certamente, o uso deles vem crescendo ao redor do mundo pelo fato de serem mais práticos e ágeis, visto que o modo de preparo gasta um menor intervalo de tempo, facilitando assim a vida de pessoas ocupadas. Entretanto, o que muitos não sabem é que essa prática causa diversos impactos, os quais são pouco abordados socialmente. Dentre eles estão, o comprometimento da saúde e o resultado negativo no meio ambiente.

Em primeira análise, sabe-se que os alimentos mais saudáveis a serem consumidos são os minimamente processados, ou seja, aqueles que não passam por muitas modificações, conservando suas vitaminas e seus nutrientes. No entanto, o padrão alimentar brasileiro está totalmente adverso a este contexto, pois os produtos alimentícios ultraprocessados são amplamente consumidos no Brasil. Por certo, esses alimentos passaram por variadas mudanças, perdendo seus respectivos valores nutricionais e adquirindo uma quantidade significante de tempero, as quais aumentam o prazo de deterioração do alimento, mas que também estimulam a produção de células cancerígenas e dão origem a outras doenças crônicas.

Em segunda análise, à medida que a demanda desses produtos cresce, a escala de produção das empresas manufatureiras e a comercialização também cresce. Por conseguinte, é fabricado um maior número de embalagens e utensílios que, em sua maioria, não são biodegradáveis e são descartados de maneira incorreta no ambiente. Além disso, há o aumento do uso da água, da energia como também de outros recursos naturais que colocam em risco os reservatórios que os armazenam. Logo, o uso exacerbado e irresponsável de alimentos ultraprocessados ameaçam a sustentabilidade do planeta.

Portanto, cabe ao Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação implantar aulas de nutrição a partir do Fundamental, tanto em escolas públicas como particulares, por meio de incentivos financeiros em profissionais da área e reuniões sociopolíticas destinadas a discussões sobre  o melhor modo dessa aplicação. Assim, as crianças se orientariam sobre o hábito alimentar correto e passariam adiante para suas futuras gerações. Além do mais, é necessário que a mídia divulgue por meio de propagandas na internet e em comerciais, as consequências que os alimentos ultraprocessados oferecem para o meio ambiente, para que a população se conscientize e reduza o consumo destes produtos, contribuindo para a harmonia ambiental.