O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 20/08/2020

No filme “Wall-e” de 2008 , é possível notar um futuro no qual os seres humanos apenas se alimentam de fast foods e outros ultraprocessados inseridos na nave em que vivem, impactando diretamente na sua forma física , causando a obesidade, e em seu organismo, causando doenças como diabetes e hipertensão. Fora da ficção, é possível notar que a sociedade brasileira avança cada vez mais até essa realidade contida no filme. Por conta do aumento do consumo de ultraprocessados, doenças como obesidade e hipertensão estão ficando cada vez mais aparentes no mundo contemporâneo, sendo assim cada vez mais discutida a questão do impacto do consumo dos ultraprocessados.

Para começar , é importante citar que um grande agravador dessa elevação no consumo de ultraprocessados e consequentemente no número de pessoas obesas, é o crescimento de redes de fast food, que, segundo uma pesquisa realizada pela Geofusion, empresa especializada em inteligência geográfica de mercado, cresceram em 11% no último ano. Além disso, pode-se adicionar a falta de atividade física que piora ainda mais a situação do paciente com essa enfermidade. Segundo oque aponta a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o número de pacientes com obesidade aumentou cerca de 67,8% nos últimos treze anos, acrescentando consideravelmente riscos de casos fatais da doença.

Em seguida, é possível notar, que além da obesidade, aparecem outras doenças como diabetes e hipertensão, segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde os diagnósticos de hipertensão cresceram 14,2% entre os anos de 2006 e 2016, chegando a um total de 25,7% de brasileiros que apresentam essa condição. Ademais, os riscos de morte pela doença aumentam em mesma proporção, pois interage com o sistema cardíaco e vascular, sendo um dos principais fatores de riscos para a ocorrência do acidente vascular cerebral (avc), que pode deixar sequelas como paralisias, ou no pior dos casos, o óbito.

Por conta disso, é necessário que o Ministério da Saúde junto a indústrias privadas especializadas na confecção de alimentos, refaça cardápios por meio de pesquisas focadas na exploração de vitaminas, para “enriquecer” a alimentação da população brasileira. Além disso, é necessário que o Ministério da Saúde alerte indústrias de fast food sobre os riscos de seus alimentos, além de conscientizar a população sobre os mesmos, para diminuir riscos de doenças e consequentemente obter melhores condições de vida.