O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 18/08/2020
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), alimentos ultraprocessados possuem um impacto direto na saúde da população mundial, e principalmente no Brasil, tendo em vista que são adicionadas substâncias extras em seus componentes, que desfavorecem a composição nutricional desses alimentos, alterando, assim, o padrão alimentar do indivíduo. Desse modo, é de suma importância irmos de encontro ao consumo desses insumos, uma vez que apresentam um risco eminente para a saúde da população.
No que tange o primeiro ponto, vale ressaltar o que fora dito em um artigo publicado pela revista “Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases”, em que foi constatado que a razão pela qual os indivíduos consomem alimentos ultraprocessados se dá, principalmente, pelo custo desses produtos, uma vez que são consideravelmente mais baratos que os de origem “natural” ou não processada. Tendo em vista esse fator, foram realizadas pesquisas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em que foi apurado o fato de que quanto maior o preço do produto, menor o consumo e, consequentemente, menores “sequelas" na saúde do indivíduo. Isso ocorre porque a sociedade busca meios alternativos, baratos e modernos de consumo em todos os setores. Portanto, quando os preços são aumentados, na maioria das vezes, a população não possui opções, a não ser deixar o produto.
A respeito do segundo ponto, vale destacar, também, que o consumo desses insumos está diretamente relacionado a identidade cultural dos indivíduos, tendo em vista que, devido a globalização, redes de fast food e outros alimentos relacionados a elas, fazem parte de uma teia de “modernização”, e o indivíduo ao consumir tais produtos, passa a sentir-se “parte da comunidade”, ignorando, assim, possíveis consequências negativas dessa ação em sua saúde, como aumento da pressão sanguínea, diabetes e obesidade.
Mediante os fatos apresentados, é de suma importância inferirmos a necessidade de intervenção imediata no que diz respeito aos impactos que os alimentos ultraprocessados possuem na saúde da sociedade. Portanto, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, devem buscar meios de conscientizar a população acerca dos malefícios do consumo desses alimentos. Isso pode ser feito a partir de campanhas que mostrem as consequências do consumo desacerbado de produtos ultraprocessados, bem como deve-se implantar, também, um currículo de educação nutricional básica nas escolas, para que possamos, assim, melhorar a qualidade de vida da futura geração brasileira.