O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 19/08/2020
Na antiguidade a alimentação era totalmente diferente da contemporaneidade, nos tempos históricos o povo viviam de caças para sobreviver e não tinham meios de conserva para os tais alimentos. Nesse sentindo hoje a realidade é outra, tendo muitos meios de conservação, alimentos ultra processados e industrializados.
Nessa perspectiva, o aumento significativo das redes transnacionais de alimentos instantâneos é um dos fatores responsáveis pelo agravamento da situação. Por essa lógica, o mercado de comidas ultraprocessadas tem crescido exponencialmente, no Brasil, com um fluxo de capital estimado em torno de 82 bilhões de reais, segundo dados da Geofusion, empresa especializada em inteligência geográfica de mercado, em uma clara evidência do seu movimento de expansão acelerado e do processo de transformação gradual dos padrões de alimentação do brasileiro, cuja classe média reserva cada vez mais parte da sua renda para comer em restaurantes, de acordo com levantamento do IBGE. Por isso mesmo, é de fundamental relevância compreender essas nuances contemporâneas como forma de preparar as estratégias corretas de superação desse novo paradigma.
De acordo com a revista Veja, uma pesquisa realizada em São Paulo relata que 80% da população ingerem alimentos ultraprocessados porque é um meio mais rápido e prático. As pessoas preferem, por exemplo, comer um salgadinho no lanche, um fastfood durante a noite e também sempre ter que acompanhar as refeições com alguma bebida, como o refrigerante. Como diz Confúcio, “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.”, assim, se a população brasileira não corrigir e moderar a alimentação com alimentos ultraprocessados, acarretará problemas na saúde.
Para tirar essa situação da inércia é necessário que forças ajam sobre ela. Para isso o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação, deve colocar aulas de educação alimentar( teóricas e práticas) para reverter o alto consumo de alimentos ultraprocessados pelas crianças. Ademais, em hospitais e policlínicas devem ser realizados multirões mensais com exames para constatar as doenças já mencionadas e alertar sobre as consequências do consumo desses alimentos e propor uma reeducação alimentar para mudança de hábitos alimentares.