O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 20/08/2020

O documentário “Food Matters” mostra os hábitos alimentares modernos, denunciando a dominação que as indústrias e os alimentos ultraprocessados exercem sobre a dieta da sociedade atual, escancarando ao telespectador como eles enfraquecem não apenas o corpo como também a mente. Analogamente, é possível dizer que o consumo de alimentos ultraprocessados prejudica a saúde do ser humano, tendo como principais impactos a presença de doenças físicas e mentais em um indivíduo, como a hipertensão e a depressão.

Em primeiro lugar, é importante frisar que existe um descompasso entre o consumo de alimentos industrializados e a saúde de uma pessoas. De acordo com o Sistema de Informações de Mortalidade no Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis (como a hipertensão) foram responsáveis por 51,6% das mortes de 2016. Tal fato se sustenta na substituição das dietas tradicionais por refrigerantes, salgadinhos e produtos instantâneos. Conforme informações da OMS (Organização Mundial da Saúde), somente na América Latina, a compra de alimentos ultraprocessados aumentou em 50% em 2013. Tal fato se sustenta na substituição das dietas tradicionais por refrigerantes, salgadinhos e produtos instantâneos. Evidentemente, este contexto colabora para o desgaste da alimentação e bem-estar do homem.

Ademais, além da prejudicialidade dos alimentos ultraprocessados à saúde física de um cidadão, o consumo exagerado desses produtos pode trazer como consequência transtornos mentais. Segundo uma pesquisa da instituição francesa Nutri-Net, cerca de 21% dos novos casos de depressão estão ligados a ingestão de bebidas, molhos e gorduras. Tal ocorrência se deve a ausência de nutrientes desses alimentos, assim, desequilibrando a cadeia de hormônios do ser humano, causando o transtorno depressivo.

Em suma, os impactos do consumo de produtos ultraprocessados são as doenças físicas e transtornos mentais causados pela sua ingestão. Logo, para que a problemática ganhe um fim, é preciso que medidas sejam criadas pelo Ministério da Saúde, como por exemplo, a criação de propagandas explícitas sobre o resultado da deglutição exagerada de mantimentos industrializados. Tais campanhas devem ser veiculadas nas embalagens dos alimentos ultraprocessados, deixando visíveis as consequências do seu consumo excessivo. Dessa forma, a linguagem desses anúncios deve ser simples e didática, para que todo cidadão possa compreender, independente de sua escolaridade. Assim, os efeitos dos artigos processados serão diminuídos.