O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 21/08/2020
É de conhecimento geral que grande parte dos alimentos fabricados e produzidos em grande escala, passam por ultra processos, sendo adicionados diversos ingredientes altamente calóricos e gordurosos, tornando assim o produto extremamente artificial e prejudicial à saúde humana. No entanto, o alto consumo desses produtos ultraprocessados, pode vir à favorecer o surgimento de diversas doenças cárdicas, diabéticas e desenvolvimento de câncer.
O impacto do consumo de alimentos ultraprocessados na epidemia global de DNTs é uma questão relevante. Estudos têm demonstrado uma associação positiva entre o consumo de alimentos ultraprocessados e o risco de sobrepeso e obesidade e doenças relacionadas, como hipertensão arterial sistêmica e câncer, e também processos relacionados à inflamação na composição da microbiota humana. No entanto, apenas um número limitado de pesquisas investigou a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e os danos à saúde durante a infância.
De acordo com os resultados de um pesquisa na França, houve um aumento de 277 casos de doenças cardiovasculares por ano em cada 100 mil consumidores de alimentos ultraprocessados. “O público deveria evitar esse tipo de alimento o máximo possível. Nós precisamos voltar a ter dietas mais básicas”, afirmou Mathilde Touvier, pesquisadora do time francês.
No entanto, a redução dos riscos à saúde causados por produtos ultraprocessados, requer a redução do consumo geral. Para isso deve haver a implementação de políticas fiscais, bem como a regulação de rotulagem, promoção, publicidade e vendas de produtos ultraprocessados, especialmente nas escolas. Também é recomendado o desenvolvimento de novas oportunidades de mercado para proteger e aumentar a produção, disponibilidade, acessibilidade e consumo de alimentos não processados e minimamente processados, bem como comidas caseiras frescas.