O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 21/08/2020

“Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês nos empurravam, com os enlatados do U.S.A, de nove às seis. Desde pequeno nós comemos lixo comercial e indústria.” Essa música da banda Legião Urbana pode ser relacionada ao consumo exacerbado de alimentos ultraprocessados no Brasil. Não obstante, hodiernamente tal ação é facilitada em virtude da praticidade que esses produtos oferecem, bem como preços acessíveis a uma grande parcela da sociedade.

Em conformidade com a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), os métodos do processamento alteram, desfavoravelmente, a composição do mantimento, elevando, assim, a quantidade dos componentes prejudiciais à saúde, como o sódio. Além disso, a diminuição da alimentação básica e nutritiva promovida pela combinação do arroz e feijão, ocasiona uma perda significativa de vitaminas, já que oferece todos os aminoácidos essenciais para o corpo humano.

Outrossim, vale ressaltar que esse problema muitas vezes se dá pela comodidade do corpo social, visto que é mais fácil comprar um artefato alimentício industrializado do que preparar a própria refeição. Em contrapartida, a falta da educação nutricional faz com que as pessoas acreditem estar ganhando tempo quando, na verdade, estão perdendo qualidade de vida.

Diante dos fatos mencionados, nota-se que medidas cabíveis devem ser tomadas. Com isso, cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para as escolas, o qual promova palestras e atividades lúdicas, com a participação de nutricionistas, a respeito da importância da alimentação correta, utilizando dados e pesquisas que concretizem essa ideia. Dessa forma, as crianças e adolescentes serão mais conscientes ao escolherem sua refeição.