O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 31/08/2020

Após a Revolução Industrial do século XVIII o uso de máquinas passou a ser algo comum na sociedade e, com isso, a ideia de um mundo mais rápido e produtivo foi instituído. Assim sendo, com o passar dos anos é possível ver que o ser humano vem buscando cada vez mais caminhos que possam facilitar a optimização do tempo, logo, a busca por alimentos ultraprocessados e altamente industrializados vem crescendo consoante aos novos costumes alimentares que causam diversos impactos para o quadro brasileiro de saúde. Deste modo, tendo em mente a perspectiva apresentada, tem de se analisar os fatores que possam trazer a resolução da inercial problemática.

Em primeiro plano, nota-se que, segundo a ABESO (Associação brasileira para o estudo da obesidade e da síndrome metabólica), o método de processamento alteram as composições originais dos alimentos, fazendo com que se tornem desfavoráveis ao consumo, pois há um aumento na porcentagem de componentes prejudiciais a saúde, como por exemplo o sódio. Isso, consequentemente, acarreta um tangenciamento aos bons costumes e práticas alimentares que trazem o conjunto de aminoácidos e vitaminas essencialmente necessárias para o bom funcionamento do corpo.

Outrossim, pode-se analisar que o aumento no consumo desses alimentos é são os principais responsáveis por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), com uma taxa de 68%, segundo a Organização Mundial de Saúde. Sabendo disso, estima-se que esse hábitos atrelados a uma vida frenética do século XXI e a falta de exercícios físicos tornam isso um grande problema de saúde pública, onde mais de 40% dos usuários do SUS poderiam ser facilmente evitados se tivessem acesso a um melhor cardápio nutricional, segundo o site Jornal O Globo.

Portanto, tendo em vista os fatos supracitados, torna-se necessário que a Organização Mundial da Saúde trabalhe juntamente com o Ministério da Saúde na conscientização da população, por meio de palestras e discussões nas redes nacionais e em plataformas digitais, contando com a exemplificação de dados estatísticos e posicionamento concreto sobre a problemática em questão, visando alertar o maior contingente populacional sobre os riscos da ingestão de alimentos ultraprocessados e dos impactos que são causados por esta prática.