O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/08/2020
Com o início da Revolução Industrial em meados do século XVII, alterou-se o modo de vida da sociedade em escala mundial. Diante disso, os alimentos industrializados passaram a fazer parte do cotidiano da população devido a praticidade e ao custo benefício em relação aos alimentos orgânicos e naturais. Contudo, os alimentos processados não só proporcionaram a facilidade na hora das refeições mas também contribui com o aumento da obesidade e de doenças crôncas e cardiovasculares na sociedade. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Primordialmente, vale salientar que a disseminação de publicidades e propagandas de produtos industrializados influenciam o consumo. Sob tal ótica, as mídias de grande alcance facilitaram a propagação de anúncios de alimentos prontos ou semi-prontos ricos em açúcares, sais e gorduras. Hodiernamente, de acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) apontaram que 60% dos jovens consomem regularmente alimentos processados. Diante do exposto, devido a vida social dos indivíduos e da influência das mídias em relação a alimentos pobres em nutrientes a consequência da má alimentação poderá ser irreversível à sociedade.
Ademais, é fulcral acrescentar a ineficácia das políticas públicas de promover uma educação alimentar na população como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, são os jovens que mais consomem alimentos ultraprocessados, haja vista que são facilmente persuadidos pela exposição da mídia e devido a falta de instrução sobre hábitos saudáveis. Consoante, o sociólogo alemão Dahrendorf no livro “A lei e a ordem”, A anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade.
Infere-se, portanto, que é indispensável medidas que minimizem o consumo de alimentos ultraprocessados no âmbito social. Logo, cabe ao Estado desenvolver um projeto de leis que vise a diminuição de substâncias e aditivos químicos nos alimentos uma vez que esses produtos comprometem a saúde e o bem-estar da população a longo prazo. Assim como, agentes especializados em fiscalização em conjunto a programas educacionais, por intermédio de nutricionistas e profissionais da área desenvolver palestras e projetos afim de reduzir os impactos causados por esses itens no meio social. Dessa forma, o Brasil poderia superar os impactos causados pelos alimentos processados na sociedade.