O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 09/09/2020
Indisposição. Cegueira noturna. Imunidade baixa. Ossos fracos. Esses são alguns dos sintomas das avitaminoses que afetam os brasileiros, reduzindo a qualidade de vida e gerando problemas sanitários que sobrecarregam o sistema de saúde brasileiro. Isso é embasado pelo pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Francisco Parrilas, afirmando que 80% da população tem algum tipo de avitaminose, e que por meio de uma alimentação saudável esse quadro pode ser sanado. Porém, o estilo de vida moderno e os crescentes hábitos de “fast food” e industrializados - de comidas pouco nutritivas- desenvolvidos pelos brasileiros não permitem essa mudança. Portanto, isso necessita um olhar mais critico de enfrentamento.
A princípio, é necessário ressaltar que os padrões alimentares dos brasileiros está mudando por causa das mudanças da pós-modernidade, ou seja, sendo mais rápidos e eficazes. Segundo o filósofo Byung-Chul Han, em ‘Sociedade do Desempenho’, a fim do sujeito moderno tornar-se valioso e produzir o máximo de capital possível, será priorizado o trabalho frente a outras áreas da vida, sendo uma dessas a alimentação. A preferência pelo alimento industrializado advém do maior prazo de validade que possuem e pela praticidade de preparo e consumo, a exemplo disso: miojo, biscoitos recheados, refrigerantes. Ademais, essa preferência por esses alimentos também se dá pelos altos níveis de açúcar e gordura que sobrecarregam o cérebro na área do prazer induzindo vício no consumidor.
Com isso, é importante ressaltar os impactos dessa nova dieta dos brasileiros quanto à saúde. Geralmente, os alimentos ultraprocessados são hipercalóricos e contém excesso de sal que a longo prazo de consumo influenciam no aumento do colesterol, aumentos de gordura corporal e aumentos da pressão arterial, culminando em obesidade, hipertensão, e possíveis acidentes vascular cerebral na população. Com esses problemas, aumenta a demanda por tratamentos médicos - gerando custos aos indivíduos e ao Estado-, além de reduzir a expectativa de vida e qualidade de vida. Em paralelo a isso, há países que tem hábitos de comer comidas mais naturais como Japão, tendo sua expectativa de vida 10 anos a mais que do Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde. Isso demonstra que a alimentação saudável tem efeitos positivos na vida da sociedade e na economia do país.
Portanto, a fim de garantir o bem-estar social e assegurar a saúde no Brasil, o Ministério da Saúde orgão do Governo Federal responsável pela gestão da saúde no país- crie um programa de amparo na alimentação nacional. Isso deve ser feito por meio de disponibilização de consultas com nutricionistas nos postos de saúde em todo território nacional, fornecendo á população acesso a consulta que forneça informação transformadora de hábitos prejudiciais em hábitos saudáveis em comidas naturais.