O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 25/08/2020

Os alimentos ultraprocessados tem em sua composição uma quantidade elevada de açúcar, gordura e sódio. São produzidos industrialmente com substâncias extraídas de alimentos, derivados de constituintes de alimentos como gorduras hidrogenadas e amido modificado, ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo, carvão, corantes, aromatizantes e realçadores de sabor. Ingerindo esses alimentos em grande quantidade e frequentemente, acaba sendo prejudicial a saúde.

Pesquisadores da Universidade Sorbonne mostram em um estudo, que o crescente consumo de alimentos ultraprocessados pode gerar um aumento de câncer nas próximas décadas. Dados do Vigitel revelam que, no Brasil, temos uma prevalência de 50,% de pessoas com sobrepeso, 17.5% de obesidade, 6.9% de diabetes e 24,1% de hipertensão. Esses números são em grande parte, provocados pelo consumo exagerado de alimentos ultraprocessados. Os dados publicados no prestigiado British Medical Journal (BMJ) apresentou um novo estudo que reforça a relação entre a ingestão desses produtos e um maior risco de doenças cardiovasculares. A substituição de alimentos saudáveis por ultraprocessados se dá ao fato de que os brasileiros tem a necessidade de realizar refeições mais rápidas, fazendo com que esse novo hábito faça mal a saúde.

É necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas que alertem e mostrem o quanto os alimentos ultraprocessados fazem mal a saúde da população. Divulgando palestras em escolas e faculdades, falando sobre as doenças que são causadas por esse hábito. Para que esse quadro mude, e as pessoas voltem a ter hábitos mais saudáveis com alimentos não processados e com baixo teor de açúcar e gorduras, diminuindo de forma gradativa as refeições de alimentos ultrprocessados. Se tornando mais saudável e correndo menos riscos de desenvolver doenças graves por causa de uma má alimentação.