O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 26/08/2020
Alimentos ultraprocessados são produtos que passam por diversos processos de industrialização para adicionar substâncias que aumentam o prazo de validade ou fazem alterações no sabor para que os alimentos sejam mais atrativos. Tais produtos podem ser altamente vantajosos para o estilo de vida urbano, pois atendem a praticidade requerida nas grandes cidades. Entretanto, o uso de alimentos ultraprocessados deve ser repensado devido aos problemas que tais produtos podem trazer para a população.
Primeiramente, deve-se analisar a dimensão do consumo de ultraprocessados no Brasil. De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) feita entre 2017 e 2018, os alimentos ultraprocessados correspondem a mais de 18% das calorias consumidas no país, o que representa 2% a mais em relação à outra edição deste estudo entre 2008 e 2009. Tais dados mostram que, conforme os anos passam e o desenvolvimento do país continua, o consumo desses alimentos aumenta.
Ademais, é necessário ter ciência dos perigos apresentados pelos ultraprocessados. Esses produtos, por possuírem diversas substâncias - como sal e açúcar - em grandes quantidades, oferecem muitos riscos à saúde. Dados divulgados pelo British Medical Journal (BMJ) mostram que, ao transformar 10% da alimentação de uma pessoa em ultraprocessados, o risco de doenças cardiovasculares aumenta em 12%.
Por fim, é certo que o consumo de alimentos ultraprocessados é um problema para a população, e deve ser amenizado. Para isso, as escolas devem desenvolver campanhas e palestras contra o consumo de ultraprocessados que mostrem as doenças adquiridas atraves desses alimentos. Simultaneamente, o Governo deve, através do Ministério da Economia, aplicar impostos sobre a produção de ultraprocessados para que a quantidade desses produtos no mercado reduza gradualmente.