O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 27/08/2020
Atualmente, é muito mais comuns encontrarmos produtos ultraprocessados nas prateleiras de mercado, como salgadinhos, bolachas recheadas, refrigerantes, etc. De fato são alimentos muito saborosos, todavia são completamente prejudiciais à saúde.
Primeiramente, alimentos ultraprocessados são alimentos que em sua produção, sofrem adição de muitos compostos químicos, como sal, óleo, gordura, etc. Também são adicionados substâncias sintetizadas nos alimentos, para que assim haja um prazo de validade maior. Entretanto, por conta dessa grande quantidade de adições, esses alimentos podem contribuir para obesidade, hipertensão, diabetes e até problemas cadiovasculares. Por isso, o Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que esses tipos de alimentos sejam consumidos em pequenas quantidades.
Um estudo em conjunto da Universidade Federal de Minas Gerais, USP e Idec mostram que um aumento de 20% no preço por quilo dos alimentos ultraprocessados diminuiria, em média, 6% na prevalência de excesso de peso na população brasileira e 12% na de obesidade. Outro estudo mostra que alimentos tradicionais como arroz, feijão e etc, vem cada vez mais sendo tirado das mesas de jantar do Brasil.
Diante ao que foi exposto, torna-se notória a necessidade de mudanças nos hábitos alimentares no Brasil. Para isso, é de responsabilidade das redes de supermercados aumentarem os preços dos alimentos ultraprocessados, para que assim haja uma diminuição no consumo desses alimentos. Deste modo, as mesmas redes podem diminuir mais os preços dos alimentos orgânicos, fazendo assim com que os hábitos alimentares dos brasileiros sejam mais saudáveis, diminuindo chances de doenças fortes.