O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 27/08/2020

Desde os primórdios há uma necessidade de conservar os alimentos para consumi-los em épocas escassas, de modo a garantir a sobrevivência. No Brasil, a aquisição de alimentos ultraprocessados está cada vez mais comum, devido a praticidade e a tendência dos preços serem mais baixos do que os menos processados. Em contrapartida, a ingestão exacerbada desses alimentos podem gerar impacto significativo a saúde e cultura da população.

Em primeiro plano, vários estudos apontam para uma relação entre o consumo de ultraprocessados e diversas doenças, como: obesidade, câncer e outras. Um estudo feito por pesquisadores brasileiros e franceses, publicado no British Journal Medicine (BJM), observou que um acréscimo de 10% na participação de ultraprocessados aumenta em 12% o risco de  desenvolver doenças cardiovasculares.

Em segundo plano, com o avanço da globalização, indústrias transnacionais adentram no mercado e causam diversas mudanças em vários âmbitos da sociedade, entre eles a alimentação. “Ao optar por comer ao longo do dia abrindo um pacote de qualquer coisa, desestruturamos nossa alimentação, não temos hora, nem o que comer em cada hora, não há mais rituais que são o que protegem a cultura alimentar.”, disse Rosa W. Diez Garcia, professora do curso de Nutrição e Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).

Portanto, é necessário a realização de políticas públicas, como o aumento das taxas sobre os produtos ultraprocessados para diminuir a compra destes. Também, se faz necessário a contratação de nutricionistas para a realização de palestras em escolas, ressaltando a importância de se preferir produtos minimamente processados, para que assim a população tenha consciência dos efeitos negativos desses alimentos.