O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 30/08/2020

Em 2016, foi lançado “Cooked”, um documentário que mostra os conceitos de Michael Pollan, escritor e ativista, em relação a indústria alimentar e a tentativa de nos fazer acreditar em uma falsa ideia de que a comida pronta e congelada é a melhor opção para uma vida corrida. De fato, os impactos que os alimentos prontos, ultraprocessados ou geneticamente modificados tem em nossa saúde é completamente preocupante - e deveria ser um tema discutido com mais frequência entre a população e o governo brasileiro.

Em primeiro lugar, devemos citar que o consumo de alimentos ultraprocessados pode resultar em problemas fatais para a saúde - como por exemplo, a obesidade, diabetes, hipertensão, entre outros. Porém, com todos os riscos que esses alimentos podem trazer a saúde, dados mostram que a cada dia que passa, mais pessoas adotam a comida rápida na sua rotina - de acordo com uma pesquisa feita pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), a venda de alimentos ultraprocessados cresceu cerca de 20%, entre 2009 e 1019.

De acordo com Bela Gil, Doutora em Ciências Gastronômicas, defendeu, em uma palestra para quase 200 pessoas, como a alimentação pode mudar a vida da população brasileira - ela afirmou que “nós precisamos mudar a maneira como nos alimentamos por uma questão de sobrevivência - e como a escola tem um papel fundamental para que isso ocorra. Já que, como dizia Paulo Freire - educador e filósofo brasileiro - “A educação não transforma o mundo, ela transforma as pessoas e essas sim, transformam o mundo”.

Em resumo, com base nos dados apresentados, o Governo deve começar instalando programas nas escolas, públicas e privadas, para que adicionem uma matéria sobre nutrição, a fim de que as crianças aprendam desde cedo o que faz bem pra saúde e alimentos que devem ser evitados. Com isso, haverá uma diminuição nos dados relacionados a doenças que ocorrem pelo consumo de ultraprocessados.