O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 10/11/2020

Conforme alguns historiadores estimam, há 500 mil anos, o ser humano já utilizava o fogo para esquentar alimentos e há alguns séculos os europeus faziam navegações em busca de temperos, que ajudavam na preservação de alimentos. Atualmente, os modos de conservação mudaram, além de todos os métodos como pasteurização e liofilização, obtém-se o processamento de alimentos. Bem como o macarrão instantâneo, sucos em pó, lanches congelados, comida enlatada são todos parte de um novo modo de se alimentar, trazem praticidade e sabor ao mesmo tempo. No entanto, deixa de compensar quando o assunto é saúde, já que necessita de conservantes e componentes químicos para que dure e seja prática. Desse modo, pode-se dizer que o maior impacto que os alimentos ultraprocessados trazem à saúde alimentar brasileira é a praticidade.

Uma vez que a analisado as fases de processamento, pode-se observar que um mesmo alimento pode ser in natura, processado e ultraprocessado. Por exemplo, enquanto o milho é o alimento in natura, ou seja, em seu estado natural, o milho enlatado é o alimento processado já que precisa da conserva para durar, ao mesmo tempo que o salgadinho é um alimento ultraprocessado, sendo que por mais que contenha realmente o milho, leva uma grande parte de produtos químicos.

Além disso, a propaganda pode ser um aliado na visão de que os alimentos naturais não seja tão interessantes, principalmente aos jovens esses os quais normalmente têm uma rotina mais corrida e menos disposição para preparar o próprio alimento, uma vez que marcas são promovidas milionariamente com um falso sentido de diversidade e modernidade. Em consequência disso, temos um aumento da obesidade entre os jovens em adolescente. Segundo o endocrinologista Renato Zill, seis a cada oito pacientes adolescentes possuem obesidade.

Em resumo, é preciso alertar toda a população sobre os benefícios de evitar o consumo de ultraprocessados. Certamente, o Ministério da Saúde deveria agir sobre isso, com campanhas de propaganda em comerciais televisivos que estimulem e ensinem a uma alimentação genuína. Bem como, o mesmo em parceria com o Ministério da Educação poderiam agir nas escolas, com aulas de educação alimentar e fornecendo merendas com produtos in natura e evitando os ultraprocessados.