O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 09/09/2020
No documentário norte-americano,“What the Health”, é exposto ao público a busca por correlações entre o consumo de alimentos ultraprocessados e os impactos à saúde do consumidor. Entretanto, fora da ficção,a sociedade brasileira enfrenta problemas com os danos causados pela má alimentação, uma vez que debates acerca da relação “alimentação-saúde” beiram a inexistência.Nesse sentido, é necessário avaliar recursos capazes de dissolver a problemática,tendo em vista que doenças graves, bem como problemas ambientais podem ser mitigados com pequenas mudanças com potencial grandioso para o bem-estar coletivo da nação brasileira.
Em primeiro lugar ,é válido analisar o papel da alimentação na manutenção da saúde humana. Indubitavelmente, o consumo desmedido de alimentos pobres em nutrientes favorecem à enfermidade, visto que uma dieta baseada em açúcar, sódio,conservantes e gorduras podem desencadear doenças graves, como: diabetes e câncer.Em conformidade com um estudo elaborado pela OMS (Organização Mundial da Saúde),alimentos processados,por exemplo, a carne, a salsicha e o bacon,estão classificados no grupo 1 (um) de carcinogênicos,ou seja,alimentos potencializadores do câncer.Assim sendo,é coerente relacionar o risco da doença supracitada com a ingestão de tais alimentos e,dessa forma, é essencial que o governo encare a problemática com mais criticidade, partindo da pressuposto de que é dever do Estado garantir à saúde da sua população.
Em segundo lugar, o papel da indústria de alimentos processados sobre o meio ambiente é, essencialmente, prejudicial àqueles que vivem no território brasileiro. De acordo com a WWF (“World Wild Fund For Nature”),organização não governamental que atua nas áreas de conservação do globo, a produção desses alimentos consome cerca de 34% do solo e 69% de toda a água disponível nos rios, produzindo um terço (1/3) de todos os gases do efeito estufa. Desse modo, é urgente que haja projetos governamentais elucidativos acerca de substituições que o tecido social deve praticar na sua individualidade, pois, inegavelmente, beneficiará não só a si, mas também a toda biosfera.
Logo, o bem-estar da sociedade, bem como a conservação do ecossistema, dependem da saída do estado de inércia governamental. Para tanto , o governo, aliado a profissionais da saúde, deve apresentar à sociedade caminhos capazes de prevenir doenças, que são agravadas pela má alimentação, podendo, em primeira análise, inserir alimentos in natura no cardápio escolar, com vistas a criar senso crítico nos pequenos do Brasil, bem como suscitar debates a respeito dos danos que a indústria de ultraprocessados causa no meio ambiente, por meio de palestras nas instituições de ensino. Posto isso, a sociedade poderá provocar avanços grandiosos na esfera individual e coletiva.