O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 30/08/2020

“A alimentação saudável é a alimentação naturalmente colorida” é uma frase dita pela doutora Joseni Franca, relacionada ao aumento no consumo de ultraprocessados. Alimentos ultraprocessados são muito consumidos no Brasil e em muitos países, possuem uma maior versatilidade, ou seja, são mais fáceis de serem carregados, consumidos e possuem uma data de validade maior comparada a outros alimentos, porém, apesar de muitas vantagens, são alimentos sintéticos que causam muito mal à saúde de quem os ingere. Claramente, os ultraprocessados são alimentos em que há uma maior presença de componentes sintéticos, o que causa a piora em doenças crônicas, além de que, podem causar o vício no paladar dos consumidores, o que faz com que estes não desejem comer alimentos naturais.

Em primeira análise, vê-se que há uma grande presença de componentes sintéticos nesse tipo de alimento, como o sal e o açúcar, que visam conservar o alimento por um tempo maior, mas, tornando-o prejudicial à saúde. Nesse contexto, em um relatório realizado pela Organização Mundial da Saúde no ano de 2019, a ingestão de alimentos ultraprocessados cresceu mais de 50% na América Latina, além de representarem a maior causa para as doenças crônicas no mundo inteiro. Sendo assim, percebe-se que os ultraprocessados, mesmo sendo apresentados como alimentos mais fáceis de serem consumidos, são um perigo para a saúde de todos.

Ademais, segundo o pediatra Daniel Becker, o consumo desses alimentos é a principal causa para a obesidade infantil no Brasil, sendo que, esses alimentos possuem a capacidade de viciarem quem os come. Ou seja, ao ingerir constantemente alimentos que passam por muitos processos até estarem prontos, a criança fica viciada no sabor que o alimento a oferece, o sabor forte oferecido pelos conservantes e aditivos químicos, o que faz com que eles deixem de querer comer alimentos naturais, pelo motivo de possuírem gostos mais fracos e sutis, comparado a comidas muito industrializadas.

Portanto, conclui-se que alimentos muito processados são um perigo, tanto pela piora nos quadros de doenças crônicas, quanto para a saúde de crianças e adultos. Com isso, o Ministério da Economia deve aumentar os impostos nesse tipo de alimento, para que assim, esses alimentos se tornem menos acessíveis e a população seja mais saudável. Além disso, o Ministério da Saúde, em parceria com o Guia Alimentar para a População Brasileira, devem mostrar práticas diárias, por meio de propagandas e panfletos que demonstrem como perceber se um alimento é ou não ultraprocessado, além da preferência por alimentos minimamente processados, para que a população abandone essa cultura de consumo de ultraprocessados, e assim como a frase da doutora, valorize a cor natural dos produtos.